Sábado, 29 de Dezembro de 2007

(RE)ENCONTRO

Speed by : Náufrago

 

Filomena granjeou o seu nome de guerra rude como quem o engendrou. Tem vinte e quatro anos e é graciosa; usa cabelos à garçonne com franja e tem os olhos imensos, verdes, tristes e profissionais. Aprazível e rosada, com o peito firmemente modelado numa blusa branca que parece apertada e o restante corpo entalhado numa saia preta por cima do joelho a exibir as pernas merecedoras do resto ….

Há alturas em que um homem perde sempre. Perde, se não se move e perde se fica sossegado. Perde por efeito da força das circunstâncias que lhe são adversas. A Filomena seria inevitavelmente minha. Quando cheguei ao quarto para me despir, o inesperado aguardava-me na sua pessoa. Nós olhávamo-nos, pendentes um do outro, um pelo outro. E tudo se aclarou quando lhe observei os dedos descerrarem o primeiro botão da blusa, depois o outro, e o outro, andando na minha direcção, soltando a blusa, o sutiã, e os seios nus à minha frente, descobertos e saltitantes, fartos, erguiam-se cheios e soltos, apetecível doçura descoberta em liberdade oferecendo-se; dobrou-se para se despojar da saia e num ápice meteu-se dentro da cama, veio sobre mim libertar-me do meu pijama, percorrer-me com a boca gulosa, com o corpo, as línguas em entendimentos profundos e nos fundos de ambos, o crescer arrebatado que nos agita, nos perturba completamente e nos vai exaltar até se exaurir num grito.

Nessa noite a sós, exaltadamente foi só minha, incendiando-me o cadáver como seara madura no auge do Verão. Rebolámos sobre a cama em lume, até a voracidade do amplexo mais nos unir e nos desfazer, enquanto ela libertava gemidos de gata em noite de cio, que ressoaram pelas paredes do quarto. Deitada na cama, completamente nua, sorria-me. O tempo decorreu sem dimensão, ameno e sem pressa. Nenhum de nós desejava conversar. Os sorrisos, os trejeitos, o entendimento em carícias e ternuras chegavam-nos. Mas alguém teria de ser o primeiro. Fui eu.

Foi muito bonito o que fizeste exclamei com um sorriso idiota. Respondeu-me com um abraço e fechando-me a boca com um beijo demorado, lento, gozado. Desvaneceram-se eternidades. Brotaram desejos, existiram novos achamentos, sinais que se amalgamaram e reconstruíram, paladares que se procuraram, diferenças que se buscaram de cima a baixo, as polpas dos dedos livres, as línguas sagazes e singulares, os corpos palpitantes inclinados sobre si, as bocas sugando delícias.

Hoje, quando passo por ela nas ruas onde ganha a vida vendendo o corpo já gasto, apenas me esforço por recordar essa noite em que ganhei uma outra dimensão: a dimensão do amor verdadeiro, pleno, mas …..efémero.

 

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música: La Boheme - Charles Aznavour

Speed by Lazy Cat às 00:01
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Quarta-feira, 26 de Dezembro de 2007

Toque de Midas

Speed by M&M Blue

.

- Deixa-me tocar-te? (estendendo à mão).Quero poder sentir na ponta dos meus dedos o macio da tua pele, a meiguice do teu cabelo, e tocar docilmente nos teus sublimes lábios. (inclinando-me para ti).

- Qual seria o motivo, para eu te deixar fazer isso?

- Talvez…o maior dos motivos…para mim: “pelo que sentimos um pelo outro”.

- Um motivo que me parece legítimo. (inclinando-me para ti, repousando os meus braços nos teus ombros, observando os teus olhos esverdeados).

- (abraço-te, e à medida que te vou puxando para mim, vou sentindo o calor do teu corpo, e o teu perfume.) Ainda bem que pensas assim. (aproximo a minha cara da tua cara, como se fosse beijar-te…mas não o faço, fico perto…tão perto, que sinto a tua respiração…)

- (sorrio) Nunca pensei que fosses assim tão atiradiço. (resvala uma das minhas mãos pelas tuas costas, enquanto que a outra brinca com os teus cabelos pretos no fundo da tua nuca).

- As vezes têm de ser os homens, a dar o primeiro passo. (hum…adoro esse perfume…).

- Acho que fazes bem. (enquanto deixo que os meus lábios toquem nos teus, num beijo suave e saudoso).

- (deixo-me estar, saboreando o sublime momento que aquele leve toque me faz sentir).

- (fecho os olhos, quero mais, e molho os teus lábios, fazendo escorregar a minha língua sobre os teus lábios, fazendo com que seja a chave perfeita para que eles se abram…)

- (abandono a luz que nos ilumina, fechando os olhos, tentando que na escuridão possa ver as estrelas que sinto dentro de mim, criadas a partir do roçar dos nossos lábios, deste beijo delicioso. O encontro das nossas línguas, faz-nos soltar um suspiro idílico, enquanto as nossas línguas deslizam entre elas, para darem inicio a um lento baile.)

- (sinto o teu calor que me invade, enquanto os meus braços te apertam ainda mais contra mim.)

- (enquanto desço os meus braços até a tua cintura, vou dedilhando o teu corpo, que se vai juntando cada vez mais com o meu, como se fosse o encaixe perfeito das peças do nosso puzzle, fazendo-me suspirar e soltar um gemido sussurrado pelo meu corpo…)

- (roço o meu nariz no teu, quando inclino a minha cabeça para o outro lado, chupando astutamente a tua língua, para continuar com um beijo que desejo que não acabe…)

- (aperto suavemente a tua cintura, enquanto sinto que te aconchegas mais nos meus braços, e de olhos ainda fechados, ternamente, sinto como o beijo se prolonga, me sacia, me faz ficar mais guloso…tudo neste pequeno momento…)

- (afasto-me lentamente, abrindo os olhos, como se acordasse de um sonho, sem querer abandonar a tua língua, que ainda toco com a pontinha da minha, mas preciso murmurar:) “sou toda tua”.

- (enquanto abro os meus olhos, ao ver que te afastas, ouço-te baixinho e sussurro-te:) “e eu sou todo teu.” (enquanto dou pequenos beijos sobre os teus lábios, já completamente humedecidos pelas nossas salivas).

- (sorrio. E encosto a minha cabeça sobre o teu ombro, ficando perto do teu pescoço, que parece gritar-me: “anda, beija-me…”) Esta distância é prejudicial para os nossos corações…

- (abandonas os meus lábios, e sinto os teus cabelos levitarem sobre o meu braço, enquanto o meu queixo repousa sobre a tua testa.) Muito mesmo…sinto-me como Midas. Parece que tocar em ti, converte-te em inacessível. (enquanto continuo acariciando o teu corpo e afagando o teu cabelo…)

- Midas tinha o dom te tornar em ouro tudo o que tocava…(enquanto me afasto do teu corpo lentamente, tentando olhar nos teus olhos, procurando as tuas mãos, para segurar nelas…)…certamente que não querias tocar em mim e que eu fica-se convertida em ouro!?!

- …Claro que não. Queria ter o dom de imaginar a tua pele em contacto com a minha, tornando-me imensamente rico, e assim converter o momento magnífico, em um momento eterno. Inesquecível. (enquanto seguro na tua mão, e as aproximo dos meus lábios, para assim beijar os teus dedos…)

- (solto uma das minhas mãos, para acariciar ao de leve no teu rosto, roçando amorosamente os meus dedos) És um querido…(afasto o meu olhar) Tenho de ir…

- Pois…(sinto o espaço vazio, que o teu corpo deixa em mim…enquanto te afastas)…tenho direito a um beijo de boa noite.

- Claro. (seguro nas tuas faces, com as minhas mãos…) E dou-te um pequeno beijo no nariz…(e sussurro-te) Boa noite, M&M Blue…

- Boa noite, para ti também…


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música: Unchained Melody - Acoustic

Speed by KI às 00:01
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Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2007

Uma noite. Um olhar.

 

Speed By : Cati

 

 

O fumo dos cigarros pairava no ar. Um cheiro intenso a tabaco e a homens inundava cada canto daquele lugar escuro. Uma música envolvente amenizava uma atmosfera que tresandava a vozes másculas.

Mais uma noite passava.

Mia preparava-se para mais um show. Repugnava-a pensar nos olhares daqueles homens que pagariam céu e terra para a levarem com eles…

Repugnavam-na os pensamentos lascivos que com ela teriam…

Enojava-a pensar que se tocariam a pensar nela…

Respirou fundo, aprimorou a maquilhagem. Era uma linda mulher, de olhos grandes, negros e intensos. Lábios cheios, formas redondas e fêmeas.

Saiu quando os acordes da sua música começaram a soar, quando o rumor das vozes másculas silenciou. Lançou-se ao palco, guardou a alma e dançou para o varão, no varão e com o varão… Lânguida e lentamente movimentou-se em gestos sensuais, libertando-se ao som da música, esquecendo toda a plateia, entrando no mundo da sua fantasia, um mundo só seu.

 

Um mundo em que só ele a olhava, com os seus olhos cinzentos de mar revolto…

Em que para ele dançava… A sua pele arrepiava-se só de sentir o seu olhar despi-la. A sua carne incendiava-se de lhe adivinhar o toque proibido… Lentamente despiu-se para ele, deixando ver timidamente primeiro os seios, depois o sexo e finalmente a alma… Dele não precisava escondê-la!

Ela sabia-o em fogo… Sabia como ele gostava de a olhar e de antecipar mentalmente o odor, o toque, a quente respiração junto a si, as mãos ansiosas por todo o lado.  

Dirigiu-se a ele, que jazia extasiado em negros lençóis de cetim… Despiu-o com a mesma calma, enquanto a música continuava a encher o silêncio… Percorreu os caminhos do seu corpo com os dedos, enquanto ele lhe descobria os trilhos escondidos nos seios com a língua, descendo tortuosamente até vales proibidos...

Amaram-se ali, entre lençóis de cetim negro, e ali explodiram em prazer vermelho carmim, e ali tremeram de loucura, e ali caíram, vencidos de desejo, com aquele sorriso apaixonado nos lábios, deixando cair promessas de amor eterno…

 

A multidão aplaudia de pé.

Os assobios eram ensurdecedores.

Mia jazia nua no palco. Tinha feito a melhor performance da sua carreira de stripper. Uma lágrima escorregou-lhe pela face e veio repousar no seu seio que arfava descompassado…

Lentamente recompôs-se e saiu. Vestiu o robe, entrou no camarim…

E uns olhos cinzentos esperavam-na, cheios de amor e promessa.

 

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Speed by Lazy Cat às 00:01
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… do frio

Frio?

frio tem remédio.....

any idea?

lots

such as....

such as....

pois... não estou a ver....

undressing slowly ...by the fireplace

no lights, only candles

mmmmm

sounds tempting

does it?

mmmmmmm

so far

music?

you're choice....

does it matter ?

it does, if I'm supposed to undress for you

nesse caso.....

a do video .. de hoje

(ando a fugir dessa música há semanas)

mas ok

já começou ?

 

Vai começar agora…

senta, sentas?

assim no braço do sofá....

enquanto chego à lareira

e solto o cabelo, para começar....

e sorrio e fico à espera

a musica é tua,

podes mandar

   mmmmmmmm

 

mandar ou...

levantar ?

 

decide tu....

 

e passo-te os dedos ...

por onde sei inventar.....

e sinto-te a pele ... a querer respirar

e vindo do nada... caminham para o tudo

onde as coisas acabam

onde as coisas começam....

 

onde se abraçam olhares

e se quebram promessas

 

e num frio de repente sinto escorregar

e entram momentos

que não vimos chegar....

e nos dedos perdidos.....

na vontade de voltar

 

dançam corpos em sombras incandescentes

em gestos lentos, em voz de arfar,

em cores esculpidas,

entre mãos perdidas,

em mares de quereres

e vontades contidas

 

e de repente .... tocou o telefone

e saímos a correr!

a casa não era nossa

don't!

e os da agência estavam sempre à espreita

lol

srry

é este meu lado do nonsense

que me assalta sem aviso

onde iamos?

o que estávamos a fazer?

 

 

onde?

queres saber?

íamos onde te puxo devagar

e desço pelo teu peito em beijos de molhar

em dentadas de beber e saborear

em mãos que te enlaçam, lábios que te procuram

e não se deixam provar

mmmmmmmm

em corpos que se encostam,

se procuram e se enroscam,

como gatos a sonhar

em sentir que despertas,

que a roupa te aperta....

que não queres esperar

em afastar-me sorrindo,

mandar-te um beijo e indo

para casa descansar!

 

boa?

...Hummmmmm....
Nova página 1

Humm… Quando de lábios te exploro e te mordo devagar, digo que te adoro, que te quero, que não posso esperar, quando a música nos toma, se faz nossa dona e nos obriga a dançar, quando somos só um, e a terra a girar, quando escrevo o que sinto e te deixas amar...

Nova página 1

 

Quanto me entendo contigo e te sinto como abrigo, e me revejo nos teus beijos e juntos criamos desejos...Quando  dançamos os dois sem amanhã nem depois, encontro-me no teu olhar, sentimos o ritmo que nos faz dançar... Quando as palavras se calam e só os sentidos falam...