Quarta-feira, 28 de Novembro de 2007

Revenge

Speed by: Ki

 

Os dias já não tinham a presença dele como constante mas saboreavam uma variável, tempo feito de idas e retornos inexplicáveis ao procurar uma razão plausível, partilhavam as mesmas vontades e pequenos prazeres, nunca foi difícil gostarem de estar um com o outro, complicado era o sprint do tempo.

 

A noite nunca tivera a culpa, raras vezes partilharam alcóol mas sempre se embebedaram um no outro, encontravam-se quando o tempo se esquecia e quando se aproximavam foram raras as vezes que logo se tocaram, é possível que se quisessem inteirar de que era real ou que lhes soubesse bem saborear o momento em que apenas os olhos delineavam abismos…

 

A mão dela gostava de parar na perna dele certa do que ele sentia quando lhe devolvia o olhar ao sentir o toque, e ela enquanto lhe sorria prometia-lhe entrega no brilho do olhar. Até poderia ser romântico mas foi sempre algo mais que não se define, ignoravam o mundo num egoísmo recíproco.

 

Tornava-se irresistível um beijo demorado, chegando perto…mais perto até os olhos desfocarem a imagem e as bocas encontrarem-se num dialecto de silêncio com a tradução perfeita só por eles entendida, as mãos… as mãos nunca se recordaram por onde andavam, procuravam botões, perdiam-se na pele e no calor e voltavam para um abraço enquanto ele lhe beijava o pescoço com os lábios húmidos e a língua tentando os sentidos, descia inquieto mordiscando-lhe a pele e ela com as mãos agarrando lhe a cabeça, desafiando as unhas a não o marcarem nas costas nuas.

 

Os seios despertos na língua dele, rodeando, nos lábios que a apertavam, nas mãos ardendo e queimando-se chegando às pernas, partindo à descoberta macia do prazer. Ela pediu-lhe para parar, queria prolongar o momento que os seus gestos teimavam em não deixar, de súbito arranhou-lhe as costas mansamente, mais intenso depois até ele se render num grito inesperado.

 

Exigiu-lhe um beijo devorando-lhe os lábios que reagiram entreabrindo-se, não o deixou beijá-la provocando-o em suaves toques, desenhando a boca dele com a língua que ele tentava encontrar, encostou o rosto ao peito dele, cheirando-o num desejo que a desequilibrava, afastou-lhe as calças.

 

Sentia-o quente com a respiração alterada enquanto a mão dela o despertava mais em movimentos premeditados, apenas o ouviu dizer-lhe o que queria, disse-lhe que ‘não’ contradizendo-se na atitude, chegando a ele, sentindo as contracções das pernas, as contracções do prazer dele controlando a explosão que inevitável aconteceu pouco depois.

 

Findavam os acordes inesquecíveis da música cúmplice que tocava no rádio, saíram devagar, sentindo a noite e a agradável aragem, abraçaram-se com ele a anunciar uma doce revenge.

 

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Speed by Lazy Cat às 00:01
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Sábado, 24 de Novembro de 2007

SONATA AO LUAR

Speed by: The Wolf

 


Sento-me ao piano, e voo, para além das notas, da música e do tempo, até ti...
...e vejo-te com teu corpo despido de roupa e preconceitos, nu, à luz do luar...
vejo um anjo de desejo, de cabelos balouçando, à leve brisa nocturna...
contornos de carne e saudade chamando por mim...
nosso corpos chamam-se, dispensam palavras...
o teu, sei-o de cor...


os contornos, os cheiros, os sabores, as fraquezas...
minhas mãos, no teu corpo, de pianista aprendiz, de dedos compridos, agéis e sensíveis, nele tocam, uma peça que mais ninguém ouve, além de nós, juntos num só...

nossos corações batem a ritmo, ouvindo-se um só...
mais alto que somados, em separado...
e toco, no teu cabelo, na tua pele, no teu rosto...
um "adagio catabile", lento e melodioso em "pianissimo" ...
nos teus lábios, ombros, ventre e seios, ... perco-me num "Rondo" de volta e ida, sem fim, de "pianissimo" a "piano", numa peça a duas mãos e uns lábios, de beijos quentes e sopros frios...


até te contorceres de dor e desejo, por mais, muito mais...
mostro-te desejos, que não sabes ter, não sonhas sequer existir...
o teu corpo foge-te, em "vibrato" sem que o consigas controlar, num lume invisível, que arde, devorando tudo, até ao desejo da carne...
da tua porta da vida, jorra um rio, quente e húmido, sem fim, implorando para ser possuído, ali, naquele momento...nem o fim do mundo nos para agora, já não existe tal força, em lugar algum...
e eu possuo-te, tu possuis-me...


entro sem medo rasgando-te os sentidos até o mais fundo prazer...
da carne, do ser, da vida existente em momentos, e o agora...
rebolamos, numa roda de "codas" infindável, de controle e submissão...
e entre contratempos, soltam-se uivos de prazer, a duas vozes em perfeita harmonia... libertam-se suores que se unem em peles coladas e escorrem sem medo, brilhando ao luar...

gemidos sofridos, sentidos e libertados de corpos comprometidos e torcidos, largados ao desejo profundo, de liberdade e paixão, força da emoção no sentimento da razão...
sinto-te, sentes-me, num "allegretto giocoso", "mio-forte", terminando num "allegro assai", "forte"...
explodimos, aos som de todas as orquestras juntas tocando em uníssono, um final sem igual...


e soltam-se gritos rasgados de prazer demencial "fortissimo", ouvidos para além do mundo racional, até ao universo mundano e carnal, que por instantes infinitos, apagam o tempo e a lua...

volta a lua, revelando nossos rostos e pedaços de carne, cansados, sofridos, saciados...


choramos e rimos, como crianças que acabam de descobrir a vida...
e olho-te, teu corpo cintila ainda ao luar, mais belo que nunca...
e sussurro-te ao ouvido: -Sabias que uma sonata tem 3 andamentos?

 

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Speed by Lazy Cat às 00:01
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Domingo, 18 de Novembro de 2007

Assunto encerrado !

 

 

 

Speed by:  Redjan

 

O dia começara como todos os outros, o recurso ao transporte publico em comboio escondido em serpentinas desenhadas nas entranhas da terra revelara-se uma escolha acertada pelo tempo e paciência que poupavam.

 

Além da possibilidade de dormitar um pouco mais, disfrutava ainda de um tempinho extra na companhia da mulher que era sua, que fazia sua na loucura dos momentos que se trocavam no ritual da manhã que antecedia o inicio da saida  de casa! Ali se davam, se possuiam, se trocavam em gestos e suores, em pedidos roucos de bocados mais de prazer.

 

Naquela manhã porém o sossego da viagem fora perturbado pela visão inesperada! À sua frente, aparentemente alheia da vida em comum naquela carruagem de gente, seguia num sono despreocupado uma desconhecida companheira de viagem. O facto era que o angulo em que se sentava, a posição que escolhera para um conforto visivel, deixava ver na sua plenitude o exacto lugar que o transtornava a ponto de fixar o olhar, disfarçando com a leitura do jornal. O fim de um par de pernas em jeito de escultura revelava-se num mágico e infimo triangulo de tecido branco transparente, que em nada escondia um imaginado lugar de prazer!


Perturbante ainda, o modo como o solavanco das carruagens abriam e fechavam aquela visão, dando-lhe um movimento que o convidavam a selvagem viagem pela imaginação. Castigo maior ainda, o momento em que chegado ao destino se via privado do pedaço, se despedia da legitima mulher, não sem antes deitar um ultimo olhar através do vidro daquele comboio de secretos  desejos. Imaginava como seria se em vez dele fosse a genuina amada a sair primeiro, e ele a ter a oportunidade de sózinho seguir na contemplação.


Passados que foram tempos infindos nesta semi tortura de desejo e fantasia naquele recanto que descortinava já molhado e em aberto convite, resolvera sob um pretexto de ocasião, fazer aquele trajeto disfarçado e irreconhecivel, tendo para tal informado em casa que naquele dia seguiria de táxi. De óculos escuros e numa roupa em que nem o próprio se reconhecia, fez o mesmissimo trajeto de sempre, passando ao lado da costumeira estação onde sempre saía, continuando de longe a aproveitar a tentadora visão, saindo atrás num cuidado distanciamento.

 

Coincidência, a convidativa passageira abandonava o trajeto no mesmo local que Teresa sua mulher e juntas seguiam em despreocupado caminhar rumo ao mesmo edificio de escritórios. A custo ambas seguiu , a custo engoliu a coincidência da coabitação laboral de ambos os recantos do seu inevitável tesão.

 

Feito fantasma detective entrou na peugada de ambas que, não se conhecendo senão da carruagem de molhadas dissertações, entraram ao mesmo tempo no espaço reservado às intimas necessidades de mulher. De um salto entrou na do lado, no espaço do masculino sexo e ... de ouvido colado a paredes de um inexistente isolamento sonoro deu-se ao auditivo voyeurismo da inesperada reunião ali ao lado:

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Isso, Teresa, beija-me, lambe-me, dá-me, tem-me, vira-te e sê minha, seca esta humida loucura que todas as manhãs acumulo naquele banco de carruagem, em ti penso, contigo me masturbo no silêncio da multidão, quando dizes a teu marido que quanto mais me penetra com o olhar, mais vontade me dá de te sentir e cheirar neste momento ?

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- Não direi nunca. Sou dele naquela cama matinal, e no entanto é por ti que grito, é por aquele banco de carruagem em que com os olhos fechados me molho en antecipação, é por esta casa de banho que suspiro e gemo, por este canto onde me fazes compreender o real sentido de tanto escorrido desejo, da mais pura e sentida loucura.

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De rastos, psiquica e literalmente, saiu em corrida e em acabrunhada regressão das partes baixas. Não evitou o descuidado encontrão com as duas mulheres que do fingido prazer que em gritinho lhe proporcionavam passavam a abafados gritos de incontidas humidades !

 

Quiseram a pressas e os calores ainda contidos que o não reconhecessem:

 

- Desculpe, podemos ajudá-lo?

 

- Não, não mesmo. Era trabalho de canalização. Acabei agora mesmo, era questão de humidades deslocadas !!

 

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Speed by Lazy Cat às 05:00
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Quinta-feira, 15 de Novembro de 2007

Tortura

Speed by: ELA 

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Estás?

Não, ainda não cheguei, estou atrasada, parece que toda a gente vai ter contigo. – e riu.

Eu espero…

 

Olham-se e reconhecem-se de tantos outros dias, beijam-se nos lábios, uma, duas vezes até os lábios se encaixarem cúmplices das palavras que nunca dizem, apenas as falam assim. Subiram detendo-se em cada expressão e cada olhar, procurando antever o que pensavam, ele abriu a porta e quando a fechou abraçou-a apagando a memória da ausência, nos dois o cheiro um do outro torna-se química inexplicável, entontece-os. Tocou-lhe com os dedos na cara, pediu-lhe um tempo para se deter a olhá-la, ela sorriu paciente, gostava daquelas promessas que sentia na pele, ele tinha-a vendado, as mãos presas, os pés também, sentada numa cadeira forrada a cetim negro, nua, sentia o toque frio em cada retorno.

 

Não se recorda onde foi, mas jamais esquecerá as sensações, divaga nas memórias …

 

Média luz no quarto, um aroma quente, a silhueta dele deambulando nos olhos dela que só indagavam a claridade, uma e outra vez, tocando-lhe e partindo, tentou-lhe a pele com beijos molhados o pescoço descoberto reagindo à língua, os cabelos claros e compridos seguros na mão dele limitando-lhe os movimentos, a outra mão sentindo-a aqui e ali… a boca devorando-lhe os seios arrepiados de desejo, descobrindo saliva, querendo calor.

Chovia e ela suava, suspirava acesa procurando-lhe a boca, ele ria…ela ouvia-o rir, queria-o num beijo que ele entregava ousando fugir e voltar de novo, intenso, quase a sufocava… Ajoelhou-se, ela retraiu-se. Sentia que ele a ia torturar tanto quanto o desejo dela era ardente, deteve-se nas pernas, os dedos soltando riscos, arriscando faíscas, dentro… mais dentro… fora, subindo e descendo, parando. Os cabelos macios nas coxas dela, sugava-a, agarrando-lhe os quadris, puxando-a para ele sempre que ela se contraía, mordeu-a devagar ela gemeu, o prazer oculto da dor leve reclamando o desejo. Chamou-a não pelo nome, nunca pelo nome… uma palavra deles, o tom de sempre rouco e doce, sussurrante, não respondeu, suspirou apenas, inquieta. Sentiu as sombras e as luzes alterarem-se, ele movia-se pelo quarto, ela ouvia os seus passos de gato, não percebia que se passava mas ele pediu-lhe silêncio no instante em que ela ia perguntar. Trouxe algo que tilintava estranhamente, aproximou-se de novo, ajoelhou-se e beijou-a perto do umbigo, pegou numa pedra de gelo e desenhou-a ali a quente e a frio, o gelo derretendo em irregulares linhas, a língua seguindo cada trilho deixado, a pele arrepiada, o corpo inteiro reagindo. Libertou-lhe um pé, acariciou-o, libertou o outro, as mãos… tocou-lhe no ombro com os dedos gelados, colocou-lhe a mão no pescoço, por trás, ela levantou-se lentamente, a mão na perna dele, subindo até ao peito procurando equilibrar-se, beijaram-se, ele de olhos abertos ela sem opção. Abraçou-a pela cintura e deitou-a na cama em gestos premeditados, de costas. As mãos dele nas mãos dela, os braços para cima, ele apoiado nos cotovelos, sente o calor do corpo dele perto do seu, as pernas entreabrem-se instintivamente, sentem-se, tocam-se e fundem-se a um ritmo breve e lento, prolongando o prazer e incentivando a paixão, não são um só, ausentam-se e soltam-se algures… onde não existe mais ninguém e só mandam os sentidos.

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Speed by Lazy Cat às 00:15
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Sábado, 10 de Novembro de 2007

Sal na boca...

Speed by: Zephyr

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O som estava alto...acabara de entrar e a coca inalada do tablier do carro da Joana já estava a fazer efeito...A dormência era atroz, sentia-a a descer pelas narinas, pela boca e a caminho da garganta...já mal conseguia proferir um som... Ela perguntou-lhe se queria algo do bar, e ele não respondeu, sentia-se no ar, lúcido e desavergonhado, tinha o mundo na mão... Ela insiste... ele encolhe os ombros como que a dizer:" bebo o que tu beberes"...ela ri e pisca-lhe o olho, acerca-se do ouvido dele e diz-lhe:" então bebes da minha bebida...vai ser especial"...solta uma gargalhada sonora e desaparece na multidão...

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O som continua alto...muito alto...esta noite em especial Tiefschwarz está no clube preferido dele, a passar aquele electro que ele tanto gosta, no entanto ele não ouve...apenas sente...a batida...o suor a escorrer-lhe pela face...o coração a disparar a 200 bpm...em suma, sente-se a 1000 à hora e a acelerar...

 Joana chega, com um copo de um líquido azul claro..." que é isso?" pergunta ele por entre espasmos guturais e dormências facias, " é Gin...Tónico...vem comigo ao WC...vou miná-la...".

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 Ele não percebera patavina do que ela lhe tinha dito...no entanto seguiu-a por entre a multidão até chegarem ao WC feminino, ele parou à porta e ela puxou-o para dentro. Sentia-se envergonhado, queria pedir desculpa mas não conseguia, aqueles olhares cúmplices e nada admirados...admiraram-no...mas...ninguém grita, ninguém se passa por ele estar ali?...estranho... 

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 Joana, empurra-o violentamente para dentro de uma cabine, ele cai sentado na sanita e ela senta-se ao colo, de frente para ele, com uma perna para cada lado...Ele, sustém a respiração...vislumbra-lhe a cuequinha verde que salta à vista por baixo da mini-saia...está excitadíssimo...os olhos batem no decote generoso que Joana tem vestido...uau...bru...fucking...tal...

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Ela diz-lhe:" Vamos minar isto...tou cheia de vontade...já alguma vez experimentaste?... ele pergunta-lhe:"O quê?"...Ela não diz nada, retira do soutien um pequeno saco azul com o que parece ser um sal...molha a ponta do dedo mindinho e leva-o ao saco, retira-o já cheio de pequenas pedras do sal e dá-lho à boca, advertindo:" é amargo como o caralho, mas já passa...", repete a operação, mas agora coloca-o na boca dela, sensualmente xupa-o e coloca uma pequena parte no copo...Ele está em brasa...ela diz-lhe:" vamos, a noite é uma criança e eu quero ir dançar...contigo"

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 O som está cada vez mais alto...Joana de um trago, sorve meio Gin e oferece-lhe a outra metade...ele sem perceber imita-a e de um só trago engole o restante Gin...ambos seguem para a pista onde languidamente Joana inicia a sua dança de sedução, primeiro com os braços estendidos abraça-o e puxa-o de encontro ao seu corpo, ele sente os seios chocarem com o seu peito e incontrolavelmente sente um arrepio que o invade, retesa as mãos e inspira fundo, sente-se nas nuvens, o efeito da coca já se foi, no entanto um certo bem estar invade-o, sente-se violado por tanta alegria, tudo é lindo, a música, as luzes e...Joana, que belo espécimen da raça humana, ela é linda, morena, queimada pelo Sol de Agosto, esguia e sensual, seios fartos, anca de vespa e aquele rabo...ui...de morrer...e ali estava ela com a boca colada ao seu ouvido dizendo: " não é lindo?... tás a sentir?...eu quero sentir-te"...Ele está em pulgas, as mãos dele descem até ao rabo dela e forçam entrada entre o fio dental e a pele...sedosa e lisa, excitam-no de imediato, seu pénis grita por liberdade, sente a pressão da ganga contra a glande..." Meu Deus" pensa ele enquanto a mão de Joana lhe invade os boxers e lhe agarra o pénis... Vigorosamente puxa-o dali para fora, para uma parte mais escura da pista, encosta-o à parede e beija-o, profundamente, sua língua escava na boca dele, como se de uma pá se tratasse...Agora sim, já não havia volta a dar, eles estavam unidos, seus corpos encaixaram perfeitamente, línguas dançando ao ritmo da sua própria música, os seios da Joana, o pénis dele faziam ambos parte de um só corpo que se movimenta e funde...ao som da música...

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O som já não está alto...que se passa? onde estou?...Ele acorda de um torpor...mas...que é isto?...Joana de costas para ele cavalga no seu pénis erecto, e à sua frente uma rapariga loira beija-a longamente...Ele está sentado numa sanita...suas calças estão para baixo, Joana e a loira devassam-se avidamente, tomam à vez aquele sal e oferecem-lhe...ele não se faz rogado e lambe-o de um seio da loira...excitado agarra-o e perscruta cada borbulha do mamilo...como se de braille se tratasse...a loira explode então num misto de diva e doida e Joana dá-lhe o lugar...ambas de mini saia, exploram a sua sexualidade...sem pudores fundem-se e passados vários minutos caem para o lado...exaustos...sem reacção...apenas ele tenta focá-las...apenas vislumbrando a saída da loira, que por entre um sorriso e um piscar de olhos os deixa a sós...ele sente um formigueiro invadi-lo, a droga volta à carga...Ele é o maior homem do mundo...ninguém o pode parar...

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De visão turva, e a cabeça a receber bombadas fortes e descontroladas de sangue, ergue-se e veste-se lentamente. Controla os seus gestos e fixa o olhar no de Joana… quer sair dali…sair dali…rápido… mas enquanto desesperadamente tenta abrir a cabine, Joana aproxima-se dele por trás de forma a ajudá-lo a abrir a porta… bastou…o seu odor… o calor que emana… os pequenos toques de corpo queimam-no como tatuagens!!

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Eleva o seu braço e com os seus longos e fortes dedos, agarra-a pelo delicado pescoço ...ela vira-se e fita-o... ele escorrega os seus dedos pelos seus comtornos, desce até à base do pescoço, percorre o ombro desnudado e sobe por  trás da orelha, em direcção aos olhos. Tapa-lhe de uma vez o seu olhar com toda a sua mão cheia...ela deixa entreabrir os lábios...a libido volta a rasgar pela coluna...o desejo não finda...volta...para exigir...mais...mais dos dois...

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Speed by Lazy Cat às 00:01
| Speeds | Drivers (11)
Domingo, 4 de Novembro de 2007

Upsss...

Speed by: Gata

 

- Ups!

Uma gota de chocolate na camisa branca….


- Tens que despir. Regras da casa.

- Regras da casa? É? pergunta ela


E deixa cair lentamente uma gota de chocolate nas calças dele.


- Tens que despir. Regras da casa.


E ele vira-se, de frente para ela, pousa a chávena sobre a lareira acesa, desaperta o cinto sem desviar o olhar do dela. Sorriso trocista, olhar de fogo, desaperta lentamente cada botão, ao ritmo de pequenas dentadas nos lábios, de movimentos quase imperceptíveis, de tão sábios. E as calças repousam em cima do sofá…

E sem desviar ainda o olhar, desaperta o primeiro botão da camisa dela.


- Espera.


Ela pousa a chávena na mesa baixa, recua dois passos, vira-se de frente para as vidraças da sala. Desabotoa lentamente cada botão. Vira-se. Deixa a camisa deslizar lentamente pelos braços, sacode os punhos, junta a camisa às calças. Procura o olhar dele sem pressas, agarra na chávena e, sem hesitar, mancha a camisa, devagar…


- Estamos a jogar?

- Não. Ainda não. Despe!


Ele despe, mais uma vez sem desviar o olhar, seguro, de movimentos lentos, a provocar. E fica nu, perante o olhar incrédulo, e a sorrir sem parar.

Tenta agarrar a chávena. Mas ela é mais rápida. Nova gota de chocolate. No ombro.

A deslizar. Lentamente.


- E agora? O que mandam as regras da casa fazer?

- Limpar.


Ela aproxima-se. De bicos de pés, encosta as mãos ao peito dele, lambe o doce devagar. Saboreia o chocolate que o calor da pele derrete, o cheiro. O sabor dele…

Retorna ao lugar. Fita-o. Lambe os lábios devagar….


- Hummmm.


Ele torna-se maior. Evidente. Macho provocado. Responde presente!

Ela segura o chocolate….deixa cair uma pinga. Na própria barriga.

Ele aproxima-se e sem uma palavra, começa a limpar. O cabelo dele roça-lhe os seios. Tudo cresce. O calor naquela sala, a tensão, os seios fartos dela.

 


Chocolate na saia. Ela volta par a janela. Tira a saia de costas para ele. Com movimentos cadenciados, de quem está a dançar. Encosta o corpo ao vidro frio, chocolate na nuca, a derreter devagar…

Mãos másculas por cima das suas, um corpo que a esmaga e aquece, e no contraste do corpo quente e do vidro frio estremece. E a boca gulosa chupa o chocolate que derrete e todos os aromas daquela pele que desconhece, mas que deseja, oh! Se deseja! Deseja cada milímetro de pele dourada, cada toque dos lábios carnudos, cada marca das unhas de gata! Mas contenta-se, por agora, com a doce e grossa gota de chocolate. E em fazê-la rodar, tê-la de frente para ele, e deixar o chocolate deslizar, sobre os seios, devagar.  Hesita.


- A regra mantém-se…


E enfia os dedos no cabelo dele, aproximando-o de si.

E aí….a língua dele quente como fogo, em movimentos compassados lambe cada gota de chocolate derramado, cada salpico, cada marca invisível, chupa lentamente cada mamilo oferecido, com agrado.  E num gesto brusco encosta-a às vidraças, derrama todo o chocolate da taça! Prende-lhe o cabelo com as mãos dela e abre as portas do jardim, deixando entrar o ar gelado da noite de Outubro e ainda um vago cheiro a jasmin.


- Por favor, não te mexas.

 

A sala fica à média luz, ouve-se lenha nova a crepitar na lareira, e acordes distantes, de ritmos extenuantes de além fronteiras.

O chocolate frio arrepia-lha a pele, e o seu corpo reage sem demoras a tal. Ele chega de copo na mão, brandy, pelo cheiro, que saboreia devagar enquanto o frio provoca um estranho prazer, sob o fogo quente daquele olhar.

 

E percorre-lhe o corpo com o dedo, espalhando chocolate, em trilhos secretos. Afasta-lhe as pernas, cobre-lhe os lábios, e começa a saborear…

 

As mãos sempre no vidro, sem nunca lhe agarrar, num beijo de lento desejo, latente luxúria, promessas de voar, um beijo de sabor intenso, de cacau, de sabes que te vou amar, que te quero como nunca, que não te posso deixar, que do sabor da tua pele não me posso alhear, por mais que te cubra de chocolate, és tu quem estou a saborear….

 

Descendo até ao umbigo, e cada vez mais devagar, em movimentos intensos, sem nunca parar, passar a fronteira do jogo, deixar-se mergulhar, numa cascata de sabores exóticos, aromas eróticos, a palpitar.

 

- Hummmm…

- Segunda regra. Não podes falar.

 

O corpo vibrante, sequioso de carícias, recebendo cada toque como uma tortura ou delicia, preso à vontade de uma boca, de onde sai de vez em quando uma voz rouca,

Palavras indecifráveis, beijos lentos, longos e memoráveis, encostado à vidraça, de repente arqueia e se afasta e grita

 

- Não posso mais! É agora, está na hora, vem!

 

Ele vira-a, devagar, os seios presos nas mãos, encosta-a de novo à vidraça, procura o seu corpo e nele se encaixa e ao levantar os olhos encontra na relva, um par de gatos sentados, de mão dada e expressão deliciada, a olhar…

 

 

 

 

Nota importante : Não se aceitam reclamações e, sequelas, só mediante negociação de honorários (que incluam toneladas de chocolate da minha marca!)


 

Next Speed: Dumal

 

Nota importante :

Procura-se protagonista para a realização deste guião. Todos os interessados deverão verificar se reunem as condições exigidas no comentário da Ki e deixar comentário com um e-mail de contacto. (Só assim poderemos certificar-nos que preenchem todos  os requisitos.)    

Obrigada

 

Nota Importantérrima: A Gata oferece prémio a quem adivinhar!!

Muahahahahahahah!!


Speed by Lazy Cat às 05:00
| Speeds | Drivers (56)
Sábado, 3 de Novembro de 2007

Des|a|tino


Speed by: Op.Louca


Foram vadiar pela madrugada que acordava, iam sozinhas sem destino, pararam na praia para escutar as ondas do mar, saíram do carro, e resolveram sentir nos pés a humidade da areia, cheirar a maresia, escutar o vento assobiando por entre as rochas…Iam lado a lado num passo lento, até que uma delas resolveu procurar a mão da amiga…estava uma madrugada escura, com indícios que a tempestade se aproximava, Ana ao sentir a mão de Cristina procurando a dela, sentiu seu coração palpitar, desde muito jovem que se sentia atraída por mulheres, mas nunca o tinha partilhado com alguém…


Cristina parou e ficaram frente a frente, Ana não conseguia sequer deixar soltar uma palavra, por sua vez Cristina foi-se aproximando um pouco mais dos lábios de Ana, largou-lhe a mão, deixando que ela se fosse passear lentamente pela blusa de seda de Ana, desabotoando-a sentindo a pele que se arrepiava ao seu toque, deixou deslizar os deditos atrevidos até aos seios de Ana, para os poder sentir rijos, nesse momento presenteou-a com um doce beijo…


Sentindo que Ana desejara o mesmo que ela, continuou beijando-a pelo pescoço até lhe puder sugar os seios, enquanto as suas mãos levantavam a saia que Ana trazia, num acto matreiro Cristina foi colocando seus dedos por dentro da tanga de Ana sentindo o mel que lhe corria, sentiu uma vontade enorme de sorver-lhe o mel, foi então que baixou lentamente a tanga de Ana e delicadamente passou-lhe a língua pela vulva fazendo com que Ana deixasse sair uns gemidos, repentinamente começou a chover, mas elas ali se deixaram ficar um pouco mais, a saborear aquele momento.


Cristina queria sentir os dois corpos sedentos de prazer, levantou-se despindo-se mesmo debaixo da chuva, e Ana achou que agora seria a sua vez de retribuir a mesma sensação de prazer que Cristina lhe tinha provocado..deitaram-se, deixando seus corpos nus rebolarem-se pela areia molhada, beijando-se sofregamente, mas a Ana era sacana, miúda endiabrada, e nada meiga…começou por mordiscar os lábios de Cristina com alguma força, deixando de seguida a sua língua atrevida e ansiosa por provar Cristina descendo até ao sexo enquanto as suas mãos marotas apertavam com força os mamilos endurecidos de Cristina…Como a fez gemer, os seus corpos enroscados sobre a areia, a chuva que nelas pousava como se de carícias se tratassem……( Querem provar??? ) Telefonem para Cristina  917189669 ...

 


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Speed by KI às 01:21
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Quinta-feira, 1 de Novembro de 2007

O Comboio

Speed by: Passo


A manhã não lhe estava a correr nada bem. Estava  atrasado e viu-se obrigado a correr para apanhar o comboio. Ao menos o seu local habitual estava livre. Sentou-se e ouviu uma voz femenina a seu lado. – Hoje atrasou-se, teve de correr. Mesmo á sua frente uma mulher, cerca de 30 anos cabelos pretos, olhos castanhos profundos, disfarçados por uns óculos de aros finos que lhe davam um ar intelectual.  Pele muito branca, um sorriso luminoso, elegante, pelo menos parecia-lhe pois ela encontrava-se sentada.


- Sim realmente hoje a manhã não me está a correr nada bem. – O dia está lindo, vai ver que corre melhor. – Obrigado. Ela brindou-o com um sorriso e voltou a ler o livro que tinha nas mãos. Ficou a observá-la, como saberia que estava atrasado nunca tinha reparado nela, mas pelos vistos ela já. Sorriu para si mesmo e como se o tivesse pressentido ela levantou os olhos do livro e sorriu-lhe de volta. Teria visto um leve piscar de olhos, sentiu a sua face aquecer e ela sorriu novamente. Ela voltou ao seu livro e ele como de costume leu o jornal.


Sentiu um pequeno toque na sua perna, levantou os olhos e ouviu um desculpe. Não faz mal respondeu enquanto lhe sorria. Ela era linda e escondia a sua beleza por detrás dos seus óculos e na sua forma discreta de vestir. Fora apenas um pequeno toque com a biqueira da sua bota mas a sensação ainda perdurava, olhou discretamente para baixo e reparou que ela não tinha retirado o pé continuava com a bota encostada à sua perna. Subiu o olhar e viu aqueles olhos castanhos a entrar pelos seus e sentiu um arrepio ao longo da coluna, ela sorria-lhe. Ficou sem saber o que fazer e apenas sorriu de volta.


A leitura do jornal já não o estava a conseguir deixar abstrair, aquele pé consoante, ou não, os solavancos do comboio ia  como que acariciando a sua perna. Sentia que ela o ia observando, vendo as suas reacções.  Ele pensou que não tinha nada a perder,  e esticou um pouco a sua perna de forma a encostar á perna dela. Olhou-a, tinha um meio sorriso a bailar-lhe nos lábios ao mesmo tempo que com a sua perna empurrava a dele de encontro à parede do comboio. Deixou-se ficar sentindo a caricia da perna dela de encontro á sua.


Chegaram à sua paragem e ele sabia que tinha de se levantar, mas não o conseguia estava vidrado nos olhos dela. Hoje não sai perguntou-lhe ela com um sorriso travesso ao mesmo tempo que se levantava. Sim claro respondeu, levantou-se e saiu do comboio. Ela seguia a uns passos á sua frente, era bem elegante sim. Vestia uma saia um pouco abaixo do joelho, botas altas e uma blusa que lhe moldava as formas. Entraram no metro e como de costume àquela hora ia bem cheio. Ficaram frente a frente, de corpos colados, sentia os seus firmes seios de encontro ao seu peito.


Ela olhava-o nos olhos, os seus lábios a poucos centímetros dos seus sorriam-lhe como que a desafia-lo. Sentiu a sua perna a subir entre as suas e um joelho tocou-lhe na zona da pélvica, estremeceu, o sorriso alargou-se. Perdido naqueles olhos o seu rosto desceu um pouco e num solavanco do metro os seus lábios tocaram-se, o joelho subiu um pouco mais e os corpos colaram-se sentia os seus mamilos a arranharam-lhe o peito.


O metro parou, ela soltou-se e saiu de repente, tentou sair mas já não conseguiu fazê-lo, só teve tempo de ouvir um até amanhã e veja se não se atrasa. Viu um sorriso maroto a desaparecer no meio da multidão e desejou ser já “amanhã”...


 

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Speed by KI às 23:20
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… do frio

Frio?

frio tem remédio.....

any idea?

lots

such as....

such as....

pois... não estou a ver....

undressing slowly ...by the fireplace

no lights, only candles

mmmmm

sounds tempting

does it?

mmmmmmm

so far

music?

you're choice....

does it matter ?

it does, if I'm supposed to undress for you

nesse caso.....

a do video .. de hoje

(ando a fugir dessa música há semanas)

mas ok

já começou ?

 

Vai começar agora…

senta, sentas?

assim no braço do sofá....

enquanto chego à lareira

e solto o cabelo, para começar....

e sorrio e fico à espera

a musica é tua,

podes mandar

   mmmmmmmm

 

mandar ou...

levantar ?

 

decide tu....

 

e passo-te os dedos ...

por onde sei inventar.....

e sinto-te a pele ... a querer respirar

e vindo do nada... caminham para o tudo

onde as coisas acabam

onde as coisas começam....

 

onde se abraçam olhares

e se quebram promessas

 

e num frio de repente sinto escorregar

e entram momentos

que não vimos chegar....

e nos dedos perdidos.....

na vontade de voltar

 

dançam corpos em sombras incandescentes

em gestos lentos, em voz de arfar,

em cores esculpidas,

entre mãos perdidas,

em mares de quereres

e vontades contidas

 

e de repente .... tocou o telefone

e saímos a correr!

a casa não era nossa

don't!

e os da agência estavam sempre à espreita

lol

srry

é este meu lado do nonsense

que me assalta sem aviso

onde iamos?

o que estávamos a fazer?

 

 

onde?

queres saber?

íamos onde te puxo devagar

e desço pelo teu peito em beijos de molhar

em dentadas de beber e saborear

em mãos que te enlaçam, lábios que te procuram

e não se deixam provar

mmmmmmmm

em corpos que se encostam,

se procuram e se enroscam,

como gatos a sonhar

em sentir que despertas,

que a roupa te aperta....

que não queres esperar

em afastar-me sorrindo,

mandar-te um beijo e indo

para casa descansar!

 

boa?

...Hummmmmm....
Nova página 1

Humm… Quando de lábios te exploro e te mordo devagar, digo que te adoro, que te quero, que não posso esperar, quando a música nos toma, se faz nossa dona e nos obriga a dançar, quando somos só um, e a terra a girar, quando escrevo o que sinto e te deixas amar...

Nova página 1

 

Quanto me entendo contigo e te sinto como abrigo, e me revejo nos teus beijos e juntos criamos desejos...Quando  dançamos os dois sem amanhã nem depois, encontro-me no teu olhar, sentimos o ritmo que nos faz dançar... Quando as palavras se calam e só os sentidos falam...