Segunda-feira, 22 de Outubro de 2007

Não sei porquê

Speed by: Tacitus

 

Não sei porquê, não consigo sair das tuas saias. Cheiras-me a mel…
E se é verdade que o mel é doce, também se pode dizer que o

doce, pode não ser mel. E quanto eu gosto de mel…

 

Aguças-me a irreverência, torces-me os calcanhares da sedução,

regulas os meus tímidos suspiros vagueadores. E o pior…é que

nunca percebi muito bem porquê!?!

Não sou de Deuses mas sou de Deusas, não sou de rezas, mas sou

de fé, não sou de traição, sou de lealdade. Sou de ideias fixantes e tu és muito mais que um íman…

 

“Adoro-te, és diferente”, sussurra num ar delirante…

 

Humm, depende…sabes, pode ser “difrente”, “dilado”, “dicostas”,

ou “diforma” que quiseres. Desde que seja contigo…sem

interferências do resto deste planeta, acho que não é pedir muito…

 

Ando para aqui a absorver o verde da tua esperança enquanto vais testando os meus limites de tentação, os meus jogos de conspiração

e os teus dotes de sedução…

 

Caio sempre na teia, não há defesa que ajude…let the game begin!

 

Não sei porquê, mas acho que vou acabar lá longe, em Marte…

verdinho que nem uma alface.

 

Não sei porquê…parece-me que…

 

Doomo arigatoo ;)

 

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Speed by Lazy Cat às 00:01
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Terça-feira, 16 de Outubro de 2007

A Bruxa

Speed by : Marta

 

Não tenham medo da verdade. E perdoem-me as minhas mentiras. A verdade pesa demasiado em mim e é-me impossível carregar mais tempo este fardo que me toma o corpo e a alma desde pequena, recheando a minha vida de pensamentos terríveis que tenho de transportar para o papel de modo a sentir algum alivio.

 

Sou bruxa e nunca quis sê-lo. Vejo, oiço e sonho com coisas inexplicáveis que acabam por ser esclarecidas. Se vislumbro uma poça de água na estrada, vou mirar as figuras que lá aparecem, no espelho das nuvens, e o seu destino próximo. Quando vou ao meu miradouro no alto da serra, onde repousam os moinhos de vento, até as pedras falam comigo. Contam-me coisas boas mas igualmente coisas más, e a minha mente capta gemidos muito estranhos, alguns até assustadores.

 

As pessoas nunca quiseram olhar directamente nos meus olhos. Receiam a minha força. E no entanto, não existe nenhuma aura mística a rodear-me. Aparentemente, sou tão igual ao mais comum dos mortais. A minha infância foi extremamente difícil; desde cedo, tive de trabalhar para poder ter pão na mesa. Não me foram dadas as regalias típicas das outras crianças. Não me mandaram para a escola e  fui praticamente enclausurada. Já sabia ler, escrever e fazer cálculos matemáticos sem ninguém mo ter ensinado. Em tempos de lua cheia levavam-me para a floresta para aprender a escutar as vozes do vento, das folhas e da terra.

 

Mas eu não pedira para ter estes poderes. Não queria visões ou profecias, nem ler as mensagens nas estrelas. Apenas desejava o poder das palavras. Por ser diferente, afastaram-me das coisas mundanas e fui colocada num convento, numa terra no meio de nenhures onde apenas por uma minúscula clarabóia, podia vislumbrar o azul do céu.

À noite, sempre que podia, escapava-me vestida com a minha capa de capuz negra, atravessando a escuridão do pátio para ir dar aos aposentos de um mago que em segredo e durante alguns anos se tornara o meu mestre.

 

Ao meu mestre, contava as minhas mágoas, as minhas vozes, a minha vida privada de liberdade. Não podia resistir aos gritos que ouvia e a minha função era procurá-los, de outro modo, o mundo permaneceria cheio de almas em pranto. O mestre aconselhava-me sabiamente e ainda hoje, sinto a falta dele, do seu saber excepcional, que embora arcaico e que dirão pertencer à Idade das Trevas, me é tão precioso, porque sei reconhecer um espírito numa árvore ou desarmar alguém apenas com palavras.

 

E o meu mestre ia-me ensinando que nunca me tornasse desejável para outros homens, senão para ele, e eu, sem entender a sua intenção, contava-lhe que no convento havia homens que me visitavam durante as pausas da tarde e me rodeavam, tocando-me nos seios e ordenando que me mantivesse em silêncio. O meu mestre respondia-me que atirasse uma palha ao ar quando algum tentasse de novo aproximar-se, e deste modo quebraria o feitiço que os dominava.

 

Era fascinante, o Mestre, com os seus olhos negros de ébano, com as suas mãos compridas semelhantes a ramos de árvore, que passava as noites em silêncio, marcando símbolos estranhos numa tábua coberta de cera, enquanto eu permanecia atrás, perguntando junto ao seu ouvido o significado das figuras sobre a cera, ao que ele me respondia que levaria nove anos para descobrir, após os quais seria completamente livre dos meus poderes e desceria à nobre condição humana.

 

E ele virava-se para mim, olhando-me profundamente com aqueles olhos de ébano, enquanto as suas mãos se elevavam devagar desde os pés até aos cabelos, alisando-os e murmurando que eu seria dele durante aqueles anos e apenas ele poderia fazer passar a sua vara de jade no meu portão de jade como ele chamava a uma parte do meu corpo, que percorria habilmente com as suas mãos compridas e sorvendo pontos com a sua língua quente, levava-me a momentos de êxtase e de paz absoluta, após o que os nossos corpos permaneciam colados por um longo tempo.

 

Passados os nove anos, sei hoje que todas as suas palavras me aprisionaram como correntes grossas, porque eram mentiras e que tenho de aceitar que a minha vida não pode ser outra, senão a de bruxa, e embora a vida não tenha grande razão de ser sem a minha liberdade, sei que nas palavras serei livre até morrer. Permaneço contudo presa ao estigma de carregar nos ombros, os futuros alheios. E ensino sobretudo que as bruxas têm poderes que qualquer ser humano pode obter, embora alguns fingem ter o que não têm. Há que saber distingui-los, bastando para tal, tocar no coração. Se ele for macio, ela tem o poder. Se for de pedra, apenas finge. E mesmo para quem tem o poder, todo o amor que carrega não pode sarar feridas nem impedir a morte, e todos os que pedem ajuda a uma bruxa para aliviar sofrimentos ou obter graças egoístas não recebem senão uma resposta. Essa resposta é o silêncio.

 

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Speed by Lazy Cat às 00:01
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Sábado, 13 de Outubro de 2007

Casamento Árabe

Speed by Gata

 

 

Fechou os olhos e concentrou-se no seu corpo. No coração que sentia bater, na forma como o vento lhe acariciava a pele, no peito que sentia estremecer à passagem do ar do deserto. Na posição das pernas. Nas pulseiras que lhe prendiam os pés. Nos braços abertos, nos grãos de areia que sentia fugir entre os dedos. No lento despertar de todos os sentidos. Nos cheiros desta noite, nas memórias de outros momentos vividos…

 

Ouviu cavalos já perto. A noite estava movimentada, casava-se hoje o último Senhor solteiro do deserto. Na verdade parecia apenas um cavalo, e cada vez mais perto. Pensou em entrar na tenda, mas achou que ninguém a veria, deitada, assim, de pernas dobradas e braços abertos, na areia cálida do deserto. E foi então que ouviu o tilintar distante, e que soube. Soube com a certeza de quem não vê mas sente. Imensamente. De quem tem certezas, porque duvidar não é opção, de quem sabe como quem vive ao ritmo do coração.

 

E sem cerimónias foi levantada do chão, puxada para o cavalo e abraçada sem brusquidão. Abraçada lenta e carinhosamente, e beijada….em cada gota de saudade, em cada suspirar, em cada desfazer segredos e olhos a chorar. Beijada sem tempo e sem lembranças, beijada entre véus e entre danças, beijada como fogo, que se toca e nos queima, beijada como água, que refresca e se integra. Beijada, por fim, beijada agora, neste beijo sem fim. Neste longo despertar, neste acordar de aurora, beijada assim,   nesta curta demora. E guiados pelo hábito chegaram ao esconderijo entre pedras e areia e levaram sumiço.

 

Não viram as tochas, não viram as velas. A fruta nas mesas, o vinho nas taças. Nem abriram os olhos. Não trocaram palavras. Dedos sedentos beberam da pele, exploraram caminhos, explodiram saudades. Lábios provaram ausência, provaram distância, morderam saudade. Olhos choraram desejo, pintaram quadros, fizeram retoques, apagaram arestas, limaram lembranças, travaram conversas. Bocas abriram segredos, exploraram mistérios, escalaram rochedos. Mãos prenderam as horas, fizeram segredos,  ritmaram histórias.

 

Sedas e brilhos caíram, devagar. Desvendando pele, atraindo o olhar. Seios descobertos, despertos, a oscilarem. Ao ritmo lento, contido, no intento de mais agradar. Ancas macias em véus e fantasias num doce rolar, suspiros gemidos e dedos a passear. Danças sem musica, a sons inventados, peles despidas, entre beijos trocados, mãos destemidas, em trilhos vincados a marcas de gritos, mal disfarçados. Sol invadiu o espaço entre um beijo e um abraço, ofereceu o regaço, aceitou o compasso e assim… adormeceram.

 

Palavras esquecidas, lembradas a sal, bordadas a ouro, desfeitas ao sol. Juras perdidas, mapas de cor, sem rotas inscritas, riscos de cor. Sem horas, sem promessas, apenas o agora, vivido sem pressas. Laços de prata, em dedos compridos, pedras azuis em brilhos polidos, símbolos secretos de amor esculpidos entre marcas eternas de amores escondidos. 

  

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Speed by Lazy Cat às 00:01
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Terça-feira, 9 de Outubro de 2007

A carta que te escrevi...

 

Speed by Igara

 

Sento-me. Abro a janela e sinto o luar a invadir-me. Fecho os olhos. Tu tocas-me. Consigo sentir-te. Vejo o teu rosto à minha frente. Vejo-o como quem sente. Sinto-o como quem vê. Tento tocar-te, estás presente, ausente. Longe, perto. És esfera que rebola conforme o vento. Vais e voltas de uma forma descontrolada, desmedida. És estrela que brilha e se esconde por de trás da neblina. Hoje espero. Espero por ti, porque sei que sempre te tive em mim. Não, não é contigo que quero passar as noites enrolada nos lençóis, tocando-te no escuro. Mas é contigo que quero olhar as estrelas até a cegueira me invadir. Olhar o céu puro até ele se infiltrar nos nossos corpos. Estar contigo não é estar bem, é estar completa, preenchida. É ter o calor do Sol nas mãos, é ter o frio da Noite na pele. É ter o silêncio que não se cala porque se entende e escuta na Alma. É ter tudo, é não ter nada...

E quedo-me! Quedo-me sem saber se é a minha fé, a tua esperança ou a nossa vontade que nos fazem ficar. Por isso procuro-te neste espaço feito à nossa medida, onde cabe a dimensão de tudo o que queremos e sabemos nosso. Detenho o pensamento na dúvida de não saber o que nos esperava e apenas tarde entendemos a dimensão de tudo o que nos encontrou. Foi um rumo que não seguimos. Um rumo que nos apanhou e deixou em nós impressas pegadas, pegadas profundas, que o tempo não cobre...não amena. Vacilo, sou vencida pelo medo de te tornar a ver. Medo de não resistir ao desejo te tornar a ter. Mas agora nesta noite que me envolve, não busco ter-te meu, mas tão só sentir-te perto...

Por tudo isto e não obstante as marcas dos nossos passos, o caminho ou o destino, tenho apenas a certeza que sempre irás habitar em mim...

 

Guest: Amstist

 


Speed by KI às 00:01
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Segunda-feira, 8 de Outubro de 2007

Mergulho na lua...

Speed by Mnike


Ele suspirou profundo e urgentemente disse:

Posso fazer-te uma pergunta?

Diz!

Sentes o teu coração aos pulos?

Tudo!

O seu pensamento deslizava já num voo sem controle, navegando à deriva para fora de si própria. O magnetismo era tal que o agarrava à velocidade da luz, abraçando-o intensamente, como que pretendera desintegrar o seu corpo numa fusão eterna com o dele. Era como que um asteróide em velocidade medonha, que ansiava fervorosamente precipitar-se num mergulho directo ao ser que lhe alimentava o brilho cada vez mais forte, cada vez mais brilhante.

Cada carícia, cada beijo trocado provocava um arrepio na pele, um arrepio de contracções ardentemente descontroladas. E vibrava. Vibrava de tal forma que temia explodir junto com a emoção do calor absurdo e quente, que o doce olhar dele espalhava em seu redor.

De repente tudo parou.

Instalava-se um silêncio suave no cimo daquela montanha escura como o breu, donde era possível avistar todos os astros, onde a lua dançava feliz, espelhando o seu sonho num rio de tranquilidade fingida.

Os dois – abraçados - flutuavam no ar, divagando as suas mentes pelo horizonte atrás do eco das suas emoções, correndo pelo desejo de saciar aquela vontade enorme de serem dois num só.

Só a luz do sol vinha lembrar que não era de noite...

Ao longe, um sino soou fortes pancadas irrompendo impetuosamente esse silêncio dessa tarde de ternura.

Aquele momento havia sido arrepiadamente imortalizado num qualquer ponto do universo onde não há tempo nem espaço, onde não há mais nada para além do eu e do tu.

Os olhares viam-se agora carregados de uma espécie de saudade incompreendida. Eram eles já parte integrante de um todo, viajando através da força de um abraço seguro, naquela magia quente de céu e de amar.

Olhavam-se.

Tinham despido a alma através dos olhos um do outro.


E beijaram-se... como se não houvesse um amanhã...


Guest: Tacitus



Speed by KI às 14:30
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A Primeira Vez

          Speed by Tuga

Já passava da meia-noite quando saíram do restaurante. Tinha sido um dia desgastante na empresa. O Dr. Crespo pediu a Marco para levar Rita a casa, dado o adiantado da hora não recomendar o regresso sozinha a Massamá.

Rita vivia sozinha. Tinha vindo da Guarda para estudar Marketing e trabalhava na mesma empresa de Marco, alfacinha de gema, que vivia também sozinho num apartamento dos pais remodelado, nas avenidas novas. Apesar de estar noivo de Joana, a relação andava turbulenta, tudo porque ela andava ciumenta e desconfiada por Marco passar tanto tempo na empresa ultimamente, embora o trabalho o exigisse.

Rita era bonita, muito bonita. Morena, cabelos castanhos abaixo dos ombros, olhos de amêndoa, não muito alta, corpo bem delineado e o que mais fascinava Marco, uma parecença brutal com Malu Mader.

Ao saírem do restaurante, Marco perguntou a Rita se queria dar um pequeno passeio ao Tejo. O rio fora desde sempre o refúgio de Marco, acalmava-o. E era frequente passar o rio de cacilheiro para contemplar as luzes de Lisboa da outra banda.

Apesar do adiantado da hora e de o dia seguinte ser de trabalho, ela acedeu sem hesitar.

Passaram a ponte e pararam junto ao Cristo-Rei. A vista era fenomenal! Rita nunca tinha admirado aquele espectáculo de luz e cor sobre a cidade adormecida. Estava deslumbrada! E nem reparou que Marco tinha desapertado o cinto de segurança e estava virado para ela. O seu coração estava acelerado, e num impulso pegou no rosto de Rita virou-o para si e beijou-a com uma ternura e uma intensidade tal que deixou Rita sem palavras, embora também ela tivesse vontade de beijar o colega que não lhe era indiferente! Beijaram-se abraçados durante largos minutos, que pareciam eternos, que eles queriam que fossem eternos! Marco deixou os lábios húmidos de Rita e começou a beijar a sua face direita, com beijos suaves e lentos, mordiscou a orelha de Rita e passou a língua húmida no lóbulo. Rita sentiu um arrepio a subir-lhe pelas costas e soltou um pequeno gemido de prazer! As quatro mãos exploravam os dois troncos vestidos, mas cheios de calor. Marco baixou ligeiramente a cabeça de Rita, levantou-lhe o cabelo e beijou a parte de trás do pescoço! Rita expirou de prazer, sentia-se nas nuvens! O seu coração galopava velozmente! Quase que saltava do peito, e sentia um calor imenso percorrer-lhe o corpo! Marco volta a levantá-la e torna a beijá-la intensamente! As suas mãos descem até a cintura de Rita e entram por dentro da túnica branca que ela vestia por cima de um top preto que lhe servia de sutiã! As suas mãos percorriam agora a pele suave de Rita que de vez em quando arrepiava com o toque ao de leve de Marco! Naquele momento já nada à volta existia, nem sequer as luzes da cidade! Estavam os dois completamente alheados do mundo! Só existiam para eles! Com todo o entusiasmo da situação, Marco levanta o top de Rita e toca os seios não muito grandes, mas firmes de Rita, que num “Ai” audível, abraça Marco com uma força descomunal, e lhe diz:

- Marco! Vamos sair daqui! Não quero que a minha primeira vez seja num carro!

Marco ficou surpreso! Mas ao mesmo tempo feliz! Sentiu que ali ao lado poderia estar a mulher da vida dele, disponível para amar pela primeira vez.

Chegaram a casa de Marco já passava largamente da 1.30 da manhã, mas aquela madrugada iria ser toda deles.

O quarto de Marco era moderno, com mobília em cerejeira e wengé, a cama estava feita com lençóis brancos e as almofadas em castanho escuro com caracteres chineses, assim como o edredão que a cobria, o que dava ao quarto um ambiente asiático. Numa das paredes estava perfeitamente enquadrada uma porta em wengé que fazia a ligação à casa de banho revestida a mosaico azul escuro e com louça e torneiras de design moderno. Havia dois quadros de motivos eróticos nas paredes, iluminados individualmente por pequenos projectores. Marco reduziu a luminosidade do quarto ao mínimo num tom alaranjado, o que criava o ambiente perfeito para aquele momento.

Rita sentou-se na beira da cama, Marco sentou-se a seu lado, olharam um para o outro por breves momentos, a contemplarem-se mutuamente. Havia sorrisos nos seus lábios e um nervoso miudinho varria-lhes o corpo.

Marco beijou Rita e deitou-a sob a cama, abraçando-a, e num movimento brusco chegou-a para o meio da cama. De seguida, puxou-a pelos braços e retirou-lhe a túnica branca que já estava perfumada com o cheiro de Marco. Aquele cheiro que iria perdurar para sempre na memória de Rita, por ser único, por ser do Homem que a estava a fazer feliz!

Sem perder tempo, Marco tira-lhe também o top e contempla o tronco nu de Rita, passando as mãos pela pele arrepiada, e beijando-lhe o pescoço desaperta-lhe as calças de ganga brancas que ele próprio puxa devagarinho, ao mesmo tempo que os seus lábios percorrem as pernas daquela mulher maravilhosa que estava deitada á sua frente, ansiosa por se entregar a ele!

Rita levanta-se e deita-se sobre Marco, beijando-o apaixonadamente! Agora é ela que desaperta a camisa branca de Marco deixando o seu peito nu e que ela beija sem hesitar chegando rapidamente à braguilha que ela abre ainda mais rápido, tirando de seguida as calças de Marco. Estão agora os dois apenas com a roupa interior e é Rita quem retira os boxers cinzentos, e sem hesitações começa a beijar o corpo nu de Marco, detendo-se no seu pénis, o qual introduz na sua boca acariciando-o em movimentos curtos e suaves! Marco delira com a atitude desinibida de Rita e deixando-se levar pelo momento, fá-la parar segurando-lhe a cabeça com as duas mãos, e puxando-a para si deita-a novamente, indo agora ele em busca da sua vagina, a qual descobre por baixo das cuecas pretas rendadas que Rita trazia. Começando por beijar-lhe a parte interior das coxas e as virilhas, logo chegou ao clítoris, no qual fez rodopiar a sua língua molhada tanto pela própria saliva, como pela lubrificação vaginal de Rita! Não tardou muito que Rita intensificasse os seus gemidos e Marco também cheio de desejo sobe até aos lábios de Rita, beijando-os apaixonadamente e penetrando-a suave e lentamente! Sentindo-se penetrar, Rita segurou fortemente os braços de Marco e sussurrou-lhe:

-Sou tua, Marco! Toda tua!

Os seus corpos suados adormeceram agarrados, quase colados! Felizes! E sem preocupações!

Tinham vivido o amor! O verdadeiro amor! E naquele momento mais nada existia no mundo, excepto eles!


Guest:  Mnike

 


Speed by KI às 00:01
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Quinta-feira, 4 de Outubro de 2007

As mãos

Speed by: Teresa da Praia


O quarto encontrava-se quente, agradável A luz provinha de algumas velas estrategicamente colocadas… com pouca luz... Silencioso... Só se sentia um ligeiro aroma a incenso...delicioso!

António tinha preparado tudo como sempre sonhara, e nem acreditava que tinha conseguido levar Margarida até ali! 

Ela tinha vestido um curto e fino robe...que dava para imaginar o corpo bonito que cobria. Margarida virou-se de costas, despiu o mesmo, e deitou-se de ventre para baixo numa cama imensa vestida com um lençol de cetim cor de marfim, lindo, tão suave e contrastava com a sua pele morena e cabelos castanhos que lembravam o Outono nos seus vários tons!

Ela unicamente colocou uma toalha nas nádegas… António sentiu-a nervosa mas prometera a si mesmo não fazer mais que uma boa massagem conforme tinha prometido, embora sentisse o quanto ia ser difícil!

Ele aproximou-se, e abriu um frasco de óleo, aromático de pêssego...ele sabia que ela adorava aquele aroma! Colocou um pouco nas mãos, e esfregou-as até ficarem quentes... Ela acomodou-se naquela suavidade do lençol… à espera...

Quando ele colocou as mãos nas suas costas, ela estremeceu... Ele Iniciou um movimento que acompanhava a coluna, com uma pressão suave sobre a sua pele...

Colocou um pouco mais de óleo directamente nas costas dela... que a fez arrepiar, o óleo estava frio, mas ele espalhou-o rapidamente. As suas mãos sentiram com prazer a textura daquela pele tão fina e delicada...

António começou a perceber os pontos sensíveis daquela mulher que com o movimento começavam a transmitir uma sensação de relaxamento embora de inquietude....

As mãos dela sobem languidamente até à nuca, segurando o cabelo deixando a descoberto o pescoço esguio e um pouco dos seus seios ficaram à vista... As mãos dele quase lhes tocaram...

Ele desceu mais um pouco, ate à zona da toalha, e perguntou-lhe se a podia afastar um pouco... Ela sussurrou que sim, num tom quase imperceptível

 

Ele afastou-se um pouco para trás e começou a massajar a zona do interior das pernas, umas pernas muito bem delineadas! Ela sentiu todos os seus pontos nervosos prontos para receber o toque das mãos dele...

António Inicia suavemente movimentos circulares com os dedos, até que as suas mãos descem e exploram todos os pontos cruciais naquela bonita e sensível parte do corpo... 

Ela sentiu-se tão bem... A sua cabeça recebia sensações de prazer em quase todos os segundos e ele subiu mais um pouco, e colocou a ponta dos dedos no centro das suas costas.

Alguma pressão nas mesmas, e ela solta um gemido suave, de prazer... Ele com uma atenção extrema, para que a massagem saísse perfeita.

Vai até aos ombros e massaja-os unicamente com os dedos! Ela virou-se por instantes para sentir e ver melhor o que ele estava a fazer... cruzaram os olhares sem proferirem uma palavra!

Ele abre novamente o frasco e pede-lhe que se vire de frente.... Ela olha-o nos olhos, e vê que pela expressão dele, que também estava a gostar do que estava a fazer...

Ele pergunta-lhe se quer tirar a toalha, e ela vira-se sem nada dizer. Nesse instante ele admirou os seus belos seios, cheios e bem desenhados. Espalhou mais um pouco de óleo perto do umbigo dela... e naquele momento, ambos tinham a certeza que não iria ser só uma simples massagem como inicialmente tinham combinado… algo mais se delineava, naquele quarto, naquele ambiente, naquele momento, todos os sentidos  despertos em pleno. 

Acariciou-lhe uma vez mais o umbigo e os olhos dela semicerrados a sentir cada toque... Uma das mãos dele sobe suavemente, passando pelo meio dos seios dela...que a fez soltar um gemido… a outra continuava a massajar o umbigo, sem pressa.

Passou as duas mãos pela face dela e sentiu que ela estava a apreciar cada gesto seu, cada momento... Um dos seus dedos passou perto da sua boca, que se abriu, e deixou que explorasse os seus lábios...

Margarida colocou as suas mãos sobre as dele, e encaminhou-as para os seus seios... Abriu os olhos, e pôde ver os olhos dele, que deixavam adivinhar que queriam muito mais dela, muito mais!

Ele esqueceu que era duma massagem que se tratava e suavemente beijou-a nos lábios...

O beijo foi demorado, embora suave.... As suas línguas tocaram-se... Exploraram-se docemente....

Beijou-a no pescoço... As suas mãos deslizaram no seu cabelo e desceram lentamente, beijou um dos seus mamilos... A língua saboreou-o avidamente e notou que se tornava mais rijo cada vez que o tocava e ela premia um pouco as pernas, mas deixou-se ir… o prazer estava a sobrepor-se a qualquer outra coisa e fechou novamente os olhos.

António sentiu o sexo dela húmido, ansioso por receber prazer... ele queria sentir aquela pele fina e suave que aí se encontrava... Margarida soltou alguns gemidos de prazer... Ele ficou com o sexo erecto, excitado com o corpo dela e as sensações de prazer que ela transmitia. Ele adorava dar prazer, embora sentir fosse importante, mas para ele o prazer só fazia sentido dessa forma, vê-la entorpecida e desejosa de mais e mais…

Acabou por se despir completamente... Deitou-se ao lado dela... Mais um beijo, desta vez mais fogoso, com mais calor... A mão dela começou uma agradável massagem no seu sexo. Ele estava a adorar cada segundo.

Baixou-se mais um pouco, e beijou as pernas dela, bem perto do seu sexo... Sentiu-a vibrar de antecipação. Até que colocou a sua língua nos seus lábios agora vaginais... O doce perfume que aí sentiu, deixou-o mais excitado ainda...

 

Explorou cada recanto do seu sexo com leveza. Os seus lábios e língua saboreavam cada pedaço dessa parte do corpo de Margarida que António tanto imaginara. Ele delirava com as contracções que ela fazia com os músculos do ventre, a cada toque da sua língua.

Ele permaneceu assim vários minutos, a sentir aquele ser tão feminino cada vez mais excitado, mais sedento de prazer. Levantou-se e beijou novamente os seios dela, demoradamente... A respiração dela ficou mais rápida...

Margarida empurra-o e deita-se sobre ele... O toque suave dos seus seios, no peito dele, provocaram sensações inimagináveis, de prazer e luxúria...

A boca dela desceu pelo peito, com beijos curtos, e desceu e desceu até colocar na boca o sexo dele, António tanto ansiou por aquele momento….


O calor da sua boca, levou-o a fechar os olhos e deixar o prazer fluir, primeiro suavemente e depois em movimentos mais rápidos...

Quando ela subiu e lhe beijou o peito musculado, ele sussurrou-lhe ao ouvido; - quero-te possuir!

Ela deitou-se e ele num movimento rápido, quase que com medo de perder o instante, colou o seu corpo ao dela. Só a antecipação do momento, deixou-o doido de prazer.

Entrou nela, suavemente, no meio de um beijo molhado.... Iniciou movimentos num vai e vem com a zona da cintura. O quente do interior do corpo dela, deixaram-no quase sem sentidos. As mãos dela nas costas dele, deixavam adivinhar que estava a adorar ser possuída!

Em movimentos cada vez mais rápidos, ambos soltaram gemidos de prazer puro -"Quero ficar eu em cima " diz Margarida! António nem quis acreditar, era das posições que ele mais gostava! E assim foi... Rodaram sobre si mesmos, e passou ela a mover-se sinuosa sobre o seu corpo. Alguns hábeis movimentos da sua cintura, tipo dança do ventre, e encontravam-se prontos para atingir o prazer total...

Mais alguns momentos, acompanhados de gemidos prolongados, e ambos explodem num orgasmo em sincronia.... A sensação foi inexplicável! Todos os sentidos ficaram a saborear aquele momento único... Ela caiu sobre ele e ficaram a descansar um em cima do outro, durante alguns minutos, sem uma palavra. Não era preciso, os seus corpos fundiram-se num só, e ele abraçou-a e sentiu aquilo que sempre desejou, tê-la junto a ele, sua! Então, ela.....sussurrou..ao ouvido dele....assim como que um beijo suave mas com voz profunda e sentida.... “Se soubesse que uma massagem tua era assim, ao tempo que já tinha dito que sim”… amei!

 

Guest: Igara

 

Speed by KI às 00:01
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Quarta-feira, 3 de Outubro de 2007

O RITUAL DA PAIXÃO

Speed by Sonhador de Alpendre


Sentada no baloiço olhava em redor sem ver aquilo que lhe entrava nos olhos,


(não reparou no avozinho que jogava futebol com os dois netos que se riam do seu futuro como se fossem permanecer elásticos a vida toda e nunca viessem a pagar a factura dos anos vividos com mais ou menos sofrimento que isso já importa a cada qual)


Firmina estava com o vestido plissado favorito de alças, tinha escolhido um vermelho que lhe contrastava com a cor de pele apesar de lhe desfavorecer o azul dos olhos e a cada momento a cada mirada em redor


(Não reparou sequer em dois cisnes que faziam sexo como só os cisnes sabem fazer)

 

as faces aqueciam ruborescendo as maçãs do rosto, sentia-se atrevida, sentia-se fêmea em época de acasalamento, os seios viviam livres naquele vestido curto e evidenciavam a sua frescura e contentamento e Firmina olhava em redor procurando suspirando como se o ar lhe fugisse dos pulmões e ela tivesse que o sorver num brusco movimento


(Não viu um casal de mão dadas a trocarem juras de futuro sem sequer saberem que o futuro é todo deles)

 

para se manter viva como vivos estavam aqueles olhos que nada pareciam ver e só o sorriso alienado que dava a cada boa tarde que ouvia sem sequer reconhecer quem lho enviava a pareciam ligar de quando em vez ao mundo real.


(Não sentiu a aragem fresca daquele fim de tarde que trazia os cheiros todos do parque, limitando-se a abanar a cabeça para colocar os caracóis do cabelo alinhados)

 

Por vezes assentava os calcanhares no chão e rodopiava-os até aonde os tendões e ligamentos o permitiam sentada no baloiço onde noutros momentos balouçava como se fosse essa a grande razão da sua permanência naquele parque, não se importou com a saia que lhe desnudava as pernas quase até ao fim das coxas firmes, nem sequer se ralava com a desnudez de alma que transpirava por cada um do seus poros e que nem mais se importava em esconder, sentia-se única no mundo nem lhe interessavam as cores, nem as formas, o mundo podia apagar-se naquele momento com uma borracha de Deus que a sua fé se mantinha no que sentia no que tão ansiosamente esperava.


(Não viu o ar feliz e seguro mais o seu brilhozinho nos olhos daquela mãe que empurrava sem esforço o carrinho de bebé cheio de coisas que só os bébés parecem precisar)

 

De repente saltou para o chão de onde estava a sair e correu, correu primeiro a medo mas depois sem hesitação deixando de fingir recato ao mesmo tempo que os seus olhos adquiriram outra vivacidade numa rapidez que nem lhe passava pelo metabolismo físico, vinha toda da sua alma do fundo das suas emoções um canhão que a expelia naquela direcção naquele ponto minúsculo colorido que vinha de dentro das arvores os olhos viam com uma clareza que nem que tivesse todos os defeitos oftalmológicos do universo a iriam impedir de ver.


(mesmo assim não viu aquele homem solitário que se ria a bom rir com as tropelias de um cão tão feliz quanto um cão pode ser, ou os dois amigos que falavam de coisas sem nexo de passados comuns numa língua somente deles, inventada para se entenderem num código próprio)

 

O ponto minúsculo parou por momentos de se mover como que assustado por aquele turbilhão que levantava ventos maiores que os ventos das tempestades tropicais, depois moveu-se também, mas era ela, era ela que fazia o tempo parar, era ela que tornava tudo a sua volta a preto e branco.


(Uma família de quatro pessoas parou as suas bicicletas os mais velhos riram-se enternecidos e os mais novos também, mas por razões diferentes sem perceberem porque é que os pais trocavam aquele beijo cúmplice)

 

O mundo ficou parado e só aqueles primeiro beijos repetidos vezes sem conta a acalmaram um pouco para se render por fim noutro beijo sem sofreguidão como que a saborear naquele a paixão do universo como se toda gente do mundo tivesse por segundos parado de se beijar para que aquele beijo pudesse existir.

 

2/10/2007


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Speed by KI às 00:01
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Terça-feira, 2 de Outubro de 2007

Pedro e Inês

Speed by Apache

Enquanto esperava, Pedro afastou a imponente colcha vermelha, que cobria uma generosa cama de madeira de cerejeira. Ao sentar-se na berma da cama, observou uma velha telefonia que repousava tranquila sobre a mesa-de-cabeceira, instintivamente esticou o braço para a ligar mas…
Olhou então em volta, quase inspeccionando o quarto que o rodeava, e que se revelava relativamente pequeno, quando comparado com a cama que ocupava uma posição central, encostada a uma das paredes, deixando apenas em redor, uma estreita faixa de chão. Ao fundo, a porta dava acesso a um pequeno corredor com mais duas portas, a de entrada e a da casa de banho, de onde Pedro esperava ansiosamente ver sair Inês.
Vestindo modestamente as paredes, encontravam-se dois quadros, um, colocado na parede lateral representava o exuberante «Carnaval de Veneza», o outro, colocado (talvez ironicamente) por cima da cama, exibia uma enigmática escada em caracol, coberta por uma passadeira vermelha, com um imponente corrimão em madeira luxuosamente talhada, intitulado «Ascensão e Queda». Numa discreta prateleira contígua, um único livro desperta de imediato a curiosidade dos amantes da literatura «Crime e Castigo» de Dostoievski.
Pedro levantou-se e começou a folhear o livro como se o não conhecesse, mas acabou por levantar os olhos em direcção à pequena janela da restante parede do quarto. Pousou o livro e dirigiu-se para ela, pensando que talvez fosse possível avistar dali a praia, mas a desilusão foi imediata… Claro, a praia ficava do outro lado e o aluguer desses quartos devia ser bem mais caro.
Observou por instantes o cinzento do céu e a fraca luminosidade daquela quente e abafada tarde de início de Julho. Cortando este misto de frustração e nostalgia, baixou sofregamente a persiana, deixando o quarto completamente escuro. Descalçou os sapatos, despiu a t-shirt e deitou-se sobre a cama, com as mãos entrelaçadas atrás da cabeça, que pousou numa almofada rosada. Acedeu os dois pequenos candeeiros de parede, deixando o quarto com uma luminosidade romanticamente discreta. Voltou a olhar de relance o velho rádio que permanecia mudo, enquanto ao longe o mar cantarolava uma suave melodia de enternecer…

Inês saía finalmente do banho.
Trazia o corpo envolto numa toalha branca, que realçava o tom dourado da sua pele e os longos cabelos ainda molhados.
Enquanto caminhava para ele, sorria, Pedro hesitava entre desejar a eternização daquele momento ou arrancar avidamente a toalha que escondia o corpo perfeito de Inês.
Ela leu-lhe o pensamento. Ao chegar junto da cama, deixou cair a toalha e atirou-se sobre ele.
Os dois abraçaram-se e beijaram-se sofregamente, o corpo dela cheirava a morangos, para Pedro, o tempo tinha de facto parado naquela tarde, enquanto os Anjos tocavam “Strawberry Fields Forever”.
Breves instantes depois, o suor escorria do corpo de ambos, como se o fogo do desejo jorrasse líquido por cada um dos seus poros. O suor e a saliva de Inês não eram salgados, sabiam a leite e a mel e Pedro bebia-os como se fossem o elixir da vida…

Era já noite alta, o tempo, fora daquele quarto prosseguia a sua marcha cruel, ambos tinham de se separar e retornar às suas vidinhas vulgares.
Inês levanta-se e veste-se lentamente, enquanto Pedro a observa…
Pedro salta da cama e abraça Inês uma última vez, como se esse abraço perpetuasse a indomável paixão que irónica ou tragicamente se associa sempre aos amores impossíveis, de agora, como de antes, destes, como de outro Pedro e de outra Inês, uma paixão imortal, escrita com lágrimas de sangue exalando o sublime perfume da morte!...


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Speed by KI às 00:01
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Segunda-feira, 1 de Outubro de 2007

À tua espera...

Exactamente como desejas que o faça.
Nua. Sentada.
As pernas abertas. Ligeiramente dobradas.
O meu corpo treme; de frio e antecipação.
Mantenho a posição.
Braços sobre as coxas, peito levantado,
cabeça para trás e olhos fechados.
Espero-te na penumbra, no frio chão de pedra.


Ouço ao longe o mar. Mais perto o vento
que enrola as cortinas pretas e as empurra casa adentro...

Ouço vozes e carros que passam. Carros que param.
Vozes que momentaneamente se calam.
Estremeço.....


Sei bem que aqui, na escuridão quebrada pela luz trémula da vela
apenas o meu corpo nú é visível. Para quem chega. E para quem passa...


Sinto-me como uma obra de arte que a luz evidencia.
Ao mesmo tempo bela e fria.
Exposta. Desprotegida do mundo.
Ao meu lado, uma venda, pousada.
Seda negra no negro chão de pedra.
Dos teus instrumentos de consentida tortura ninguém vê nada.

Não gosto de estar assim.
Ouço vozes em surdina, palavras soltas, comentários.

Exibida qual estatua
imóvel e iluminada
entregue aos comentários de um mundo que não percebe nada.

O meu corpo sofre nesta posição forçada.
Respiro fundo. Não mudo nada.
Continuo a ouvir passos que abrandam e páram.
Vozes abafadas e novamente passos, que se afastam,
saem do jardim e voltam para a calçada.

E...finalmente ouço passos que reconheço.
Pisam o trilho de gravilha no meio da relva aparada.
Hesitam um instante e empurram a porta de vidro.
Como tinhas mandado, apenas encostada.

Esqueço a dor a vergonha e a nudez exposta e habilmente iluminada
deixo de ser estátua, sendo apenas desejada...

 

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Speed by Lazy Cat às 00:01
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.Fingers & Fire

 

 

 

… do frio

Frio?

frio tem remédio.....

any idea?

lots

such as....

such as....

pois... não estou a ver....

undressing slowly ...by the fireplace

no lights, only candles

mmmmm

sounds tempting

does it?

mmmmmmm

so far

music?

you're choice....

does it matter ?

it does, if I'm supposed to undress for you

nesse caso.....

a do video .. de hoje

(ando a fugir dessa música há semanas)

mas ok

já começou ?

 

Vai começar agora…

senta, sentas?

assim no braço do sofá....

enquanto chego à lareira

e solto o cabelo, para começar....

e sorrio e fico à espera

a musica é tua,

podes mandar

   mmmmmmmm

 

mandar ou...

levantar ?

 

decide tu....

 

e passo-te os dedos ...

por onde sei inventar.....

e sinto-te a pele ... a querer respirar

e vindo do nada... caminham para o tudo

onde as coisas acabam

onde as coisas começam....

 

onde se abraçam olhares

e se quebram promessas

 

e num frio de repente sinto escorregar

e entram momentos

que não vimos chegar....

e nos dedos perdidos.....

na vontade de voltar

 

dançam corpos em sombras incandescentes

em gestos lentos, em voz de arfar,

em cores esculpidas,

entre mãos perdidas,

em mares de quereres

e vontades contidas

 

e de repente .... tocou o telefone

e saímos a correr!

a casa não era nossa

don't!

e os da agência estavam sempre à espreita

lol

srry

é este meu lado do nonsense

que me assalta sem aviso

onde iamos?

o que estávamos a fazer?

 

 

onde?

queres saber?

íamos onde te puxo devagar

e desço pelo teu peito em beijos de molhar

em dentadas de beber e saborear

em mãos que te enlaçam, lábios que te procuram

e não se deixam provar

mmmmmmmm

em corpos que se encostam,

se procuram e se enroscam,

como gatos a sonhar

em sentir que despertas,

que a roupa te aperta....

que não queres esperar

em afastar-me sorrindo,

mandar-te um beijo e indo

para casa descansar!

 

boa?

...Hummmmmm....
Nova página 1

Humm… Quando de lábios te exploro e te mordo devagar, digo que te adoro, que te quero, que não posso esperar, quando a música nos toma, se faz nossa dona e nos obriga a dançar, quando somos só um, e a terra a girar, quando escrevo o que sinto e te deixas amar...

Nova página 1

 

Quanto me entendo contigo e te sinto como abrigo, e me revejo nos teus beijos e juntos criamos desejos...Quando  dançamos os dois sem amanhã nem depois, encontro-me no teu olhar, sentimos o ritmo que nos faz dançar... Quando as palavras se calam e só os sentidos falam...