Quarta-feira, 28 de Novembro de 2007

Revenge

Speed by: Ki

 

Os dias já não tinham a presença dele como constante mas saboreavam uma variável, tempo feito de idas e retornos inexplicáveis ao procurar uma razão plausível, partilhavam as mesmas vontades e pequenos prazeres, nunca foi difícil gostarem de estar um com o outro, complicado era o sprint do tempo.

 

A noite nunca tivera a culpa, raras vezes partilharam alcóol mas sempre se embebedaram um no outro, encontravam-se quando o tempo se esquecia e quando se aproximavam foram raras as vezes que logo se tocaram, é possível que se quisessem inteirar de que era real ou que lhes soubesse bem saborear o momento em que apenas os olhos delineavam abismos…

 

A mão dela gostava de parar na perna dele certa do que ele sentia quando lhe devolvia o olhar ao sentir o toque, e ela enquanto lhe sorria prometia-lhe entrega no brilho do olhar. Até poderia ser romântico mas foi sempre algo mais que não se define, ignoravam o mundo num egoísmo recíproco.

 

Tornava-se irresistível um beijo demorado, chegando perto…mais perto até os olhos desfocarem a imagem e as bocas encontrarem-se num dialecto de silêncio com a tradução perfeita só por eles entendida, as mãos… as mãos nunca se recordaram por onde andavam, procuravam botões, perdiam-se na pele e no calor e voltavam para um abraço enquanto ele lhe beijava o pescoço com os lábios húmidos e a língua tentando os sentidos, descia inquieto mordiscando-lhe a pele e ela com as mãos agarrando lhe a cabeça, desafiando as unhas a não o marcarem nas costas nuas.

 

Os seios despertos na língua dele, rodeando, nos lábios que a apertavam, nas mãos ardendo e queimando-se chegando às pernas, partindo à descoberta macia do prazer. Ela pediu-lhe para parar, queria prolongar o momento que os seus gestos teimavam em não deixar, de súbito arranhou-lhe as costas mansamente, mais intenso depois até ele se render num grito inesperado.

 

Exigiu-lhe um beijo devorando-lhe os lábios que reagiram entreabrindo-se, não o deixou beijá-la provocando-o em suaves toques, desenhando a boca dele com a língua que ele tentava encontrar, encostou o rosto ao peito dele, cheirando-o num desejo que a desequilibrava, afastou-lhe as calças.

 

Sentia-o quente com a respiração alterada enquanto a mão dela o despertava mais em movimentos premeditados, apenas o ouviu dizer-lhe o que queria, disse-lhe que ‘não’ contradizendo-se na atitude, chegando a ele, sentindo as contracções das pernas, as contracções do prazer dele controlando a explosão que inevitável aconteceu pouco depois.

 

Findavam os acordes inesquecíveis da música cúmplice que tocava no rádio, saíram devagar, sentindo a noite e a agradável aragem, abraçaram-se com ele a anunciar uma doce revenge.

 

Next Speed: ?


Speed by Lazy Cat às 00:01
| Speeds
3 comentários:
De The Wolf a 28 de Novembro de 2007 às 01:33
(...)
...encontravam-se quando o tempo se esquecia...
(...)

fantástico, acho que é mesmo daquelas ocasiões, em que realmente dá para parar o tempo. e durante o tempo que o tempo quer.

fica porem no ar...
para quando a "doce revenge"?


De Apache a 28 de Novembro de 2007 às 21:27
“Raras vezes partilharam álcool, mas sempre se embebedaram um ao outro”
São as ressacas piores.


De Cati a 29 de Novembro de 2007 às 13:06
Que bom é embriagar-nos de amor, de desejo, de sentidos... e que bom é deixar prometida a vingança de uma próxima e inesperada vez... aiiii... Ki, fizeste-me suspirar lembranças...

Beijo


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… do frio

Frio?

frio tem remédio.....

any idea?

lots

such as....

such as....

pois... não estou a ver....

undressing slowly ...by the fireplace

no lights, only candles

mmmmm

sounds tempting

does it?

mmmmmmm

so far

music?

you're choice....

does it matter ?

it does, if I'm supposed to undress for you

nesse caso.....

a do video .. de hoje

(ando a fugir dessa música há semanas)

mas ok

já começou ?

 

Vai começar agora…

senta, sentas?

assim no braço do sofá....

enquanto chego à lareira

e solto o cabelo, para começar....

e sorrio e fico à espera

a musica é tua,

podes mandar

   mmmmmmmm

 

mandar ou...

levantar ?

 

decide tu....

 

e passo-te os dedos ...

por onde sei inventar.....

e sinto-te a pele ... a querer respirar

e vindo do nada... caminham para o tudo

onde as coisas acabam

onde as coisas começam....

 

onde se abraçam olhares

e se quebram promessas

 

e num frio de repente sinto escorregar

e entram momentos

que não vimos chegar....

e nos dedos perdidos.....

na vontade de voltar

 

dançam corpos em sombras incandescentes

em gestos lentos, em voz de arfar,

em cores esculpidas,

entre mãos perdidas,

em mares de quereres

e vontades contidas

 

e de repente .... tocou o telefone

e saímos a correr!

a casa não era nossa

don't!

e os da agência estavam sempre à espreita

lol

srry

é este meu lado do nonsense

que me assalta sem aviso

onde iamos?

o que estávamos a fazer?

 

 

onde?

queres saber?

íamos onde te puxo devagar

e desço pelo teu peito em beijos de molhar

em dentadas de beber e saborear

em mãos que te enlaçam, lábios que te procuram

e não se deixam provar

mmmmmmmm

em corpos que se encostam,

se procuram e se enroscam,

como gatos a sonhar

em sentir que despertas,

que a roupa te aperta....

que não queres esperar

em afastar-me sorrindo,

mandar-te um beijo e indo

para casa descansar!

 

boa?

...Hummmmmm....
Nova página 1

Humm… Quando de lábios te exploro e te mordo devagar, digo que te adoro, que te quero, que não posso esperar, quando a música nos toma, se faz nossa dona e nos obriga a dançar, quando somos só um, e a terra a girar, quando escrevo o que sinto e te deixas amar...

Nova página 1

 

Quanto me entendo contigo e te sinto como abrigo, e me revejo nos teus beijos e juntos criamos desejos...Quando  dançamos os dois sem amanhã nem depois, encontro-me no teu olhar, sentimos o ritmo que nos faz dançar... Quando as palavras se calam e só os sentidos falam...