Quinta-feira, 15 de Novembro de 2007

Tortura

Speed by: ELA 

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Estás?

Não, ainda não cheguei, estou atrasada, parece que toda a gente vai ter contigo. – e riu.

Eu espero…

 

Olham-se e reconhecem-se de tantos outros dias, beijam-se nos lábios, uma, duas vezes até os lábios se encaixarem cúmplices das palavras que nunca dizem, apenas as falam assim. Subiram detendo-se em cada expressão e cada olhar, procurando antever o que pensavam, ele abriu a porta e quando a fechou abraçou-a apagando a memória da ausência, nos dois o cheiro um do outro torna-se química inexplicável, entontece-os. Tocou-lhe com os dedos na cara, pediu-lhe um tempo para se deter a olhá-la, ela sorriu paciente, gostava daquelas promessas que sentia na pele, ele tinha-a vendado, as mãos presas, os pés também, sentada numa cadeira forrada a cetim negro, nua, sentia o toque frio em cada retorno.

 

Não se recorda onde foi, mas jamais esquecerá as sensações, divaga nas memórias …

 

Média luz no quarto, um aroma quente, a silhueta dele deambulando nos olhos dela que só indagavam a claridade, uma e outra vez, tocando-lhe e partindo, tentou-lhe a pele com beijos molhados o pescoço descoberto reagindo à língua, os cabelos claros e compridos seguros na mão dele limitando-lhe os movimentos, a outra mão sentindo-a aqui e ali… a boca devorando-lhe os seios arrepiados de desejo, descobrindo saliva, querendo calor.

Chovia e ela suava, suspirava acesa procurando-lhe a boca, ele ria…ela ouvia-o rir, queria-o num beijo que ele entregava ousando fugir e voltar de novo, intenso, quase a sufocava… Ajoelhou-se, ela retraiu-se. Sentia que ele a ia torturar tanto quanto o desejo dela era ardente, deteve-se nas pernas, os dedos soltando riscos, arriscando faíscas, dentro… mais dentro… fora, subindo e descendo, parando. Os cabelos macios nas coxas dela, sugava-a, agarrando-lhe os quadris, puxando-a para ele sempre que ela se contraía, mordeu-a devagar ela gemeu, o prazer oculto da dor leve reclamando o desejo. Chamou-a não pelo nome, nunca pelo nome… uma palavra deles, o tom de sempre rouco e doce, sussurrante, não respondeu, suspirou apenas, inquieta. Sentiu as sombras e as luzes alterarem-se, ele movia-se pelo quarto, ela ouvia os seus passos de gato, não percebia que se passava mas ele pediu-lhe silêncio no instante em que ela ia perguntar. Trouxe algo que tilintava estranhamente, aproximou-se de novo, ajoelhou-se e beijou-a perto do umbigo, pegou numa pedra de gelo e desenhou-a ali a quente e a frio, o gelo derretendo em irregulares linhas, a língua seguindo cada trilho deixado, a pele arrepiada, o corpo inteiro reagindo. Libertou-lhe um pé, acariciou-o, libertou o outro, as mãos… tocou-lhe no ombro com os dedos gelados, colocou-lhe a mão no pescoço, por trás, ela levantou-se lentamente, a mão na perna dele, subindo até ao peito procurando equilibrar-se, beijaram-se, ele de olhos abertos ela sem opção. Abraçou-a pela cintura e deitou-a na cama em gestos premeditados, de costas. As mãos dele nas mãos dela, os braços para cima, ele apoiado nos cotovelos, sente o calor do corpo dele perto do seu, as pernas entreabrem-se instintivamente, sentem-se, tocam-se e fundem-se a um ritmo breve e lento, prolongando o prazer e incentivando a paixão, não são um só, ausentam-se e soltam-se algures… onde não existe mais ninguém e só mandam os sentidos.

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Speed by Lazy Cat às 00:15
| Speeds
1 comentário:
De mnike30 a 18 de Novembro de 2007 às 00:49
Ai!!!
Ui!!!!
Ufffffff... que calor do caraças que está!
(não está?)

Beijinho


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… do frio

Frio?

frio tem remédio.....

any idea?

lots

such as....

such as....

pois... não estou a ver....

undressing slowly ...by the fireplace

no lights, only candles

mmmmm

sounds tempting

does it?

mmmmmmm

so far

music?

you're choice....

does it matter ?

it does, if I'm supposed to undress for you

nesse caso.....

a do video .. de hoje

(ando a fugir dessa música há semanas)

mas ok

já começou ?

 

Vai começar agora…

senta, sentas?

assim no braço do sofá....

enquanto chego à lareira

e solto o cabelo, para começar....

e sorrio e fico à espera

a musica é tua,

podes mandar

   mmmmmmmm

 

mandar ou...

levantar ?

 

decide tu....

 

e passo-te os dedos ...

por onde sei inventar.....

e sinto-te a pele ... a querer respirar

e vindo do nada... caminham para o tudo

onde as coisas acabam

onde as coisas começam....

 

onde se abraçam olhares

e se quebram promessas

 

e num frio de repente sinto escorregar

e entram momentos

que não vimos chegar....

e nos dedos perdidos.....

na vontade de voltar

 

dançam corpos em sombras incandescentes

em gestos lentos, em voz de arfar,

em cores esculpidas,

entre mãos perdidas,

em mares de quereres

e vontades contidas

 

e de repente .... tocou o telefone

e saímos a correr!

a casa não era nossa

don't!

e os da agência estavam sempre à espreita

lol

srry

é este meu lado do nonsense

que me assalta sem aviso

onde iamos?

o que estávamos a fazer?

 

 

onde?

queres saber?

íamos onde te puxo devagar

e desço pelo teu peito em beijos de molhar

em dentadas de beber e saborear

em mãos que te enlaçam, lábios que te procuram

e não se deixam provar

mmmmmmmm

em corpos que se encostam,

se procuram e se enroscam,

como gatos a sonhar

em sentir que despertas,

que a roupa te aperta....

que não queres esperar

em afastar-me sorrindo,

mandar-te um beijo e indo

para casa descansar!

 

boa?

...Hummmmmm....
Nova página 1

Humm… Quando de lábios te exploro e te mordo devagar, digo que te adoro, que te quero, que não posso esperar, quando a música nos toma, se faz nossa dona e nos obriga a dançar, quando somos só um, e a terra a girar, quando escrevo o que sinto e te deixas amar...

Nova página 1

 

Quanto me entendo contigo e te sinto como abrigo, e me revejo nos teus beijos e juntos criamos desejos...Quando  dançamos os dois sem amanhã nem depois, encontro-me no teu olhar, sentimos o ritmo que nos faz dançar... Quando as palavras se calam e só os sentidos falam...