Terça-feira, 22 de Janeiro de 2008

é!

 

  

 

... e em silêncio se aproxima,

já sem nada que o impeça,

e devagar ocupa o lugar o que o espera,

no centro dum mundo feito para dois,

e com carinho se funde e me mantém presa

abre no meu olhar o brilho de mil sóis.

Sem palavras, sem conversas

sem nunca me perder o olhar,

faz de mim amante e descoberta,

em rituais de saber amar.

 

  

 

música: Tribalistas- É Você...
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Speed by Lazy Cat às 23:59
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Quinta-feira, 3 de Janeiro de 2008

Upsss(II)

Este Speed começa aqui

 

Speed by: Gata

...

 

Perde equilíbrio por um momento, que ela aproveita, para escapar.

 

Um dedo no peito, encosta-o em passo lento, até o vidro gelado embaciar. Palmas abertas, encostadas à janela, como se ficar de pé dependesse delas, e começa, enquanto sorri, a beijar devagar, o pescoço….a mordiscar com ar de gozo, a saborear. Percorre os ombros com as unhas, de mãos frias mas seguras, com força que chegue para marcar.

 

Depois sem perder tempo, acompanha com a língua quente, cada risco a vermelhar. E desenha no corpo dele, em cada centímetro de pele, um novo mapa de amar. Riscado a unhas e a tormento, marcado a fogo lento e devagar….

 

Dobra os joelhos, e ocupa um lugar, entre pés firmes na carpete e pernas a afastar. E procura sem pressas, um sinal de desejo, que sorve devagar, músculo em boca quente, a crescer sem parar.

 

Mãos sobre mãos, musica a ditar, sabe encontrar o ritmo para o fazer balançar, mas solta, de repente, sem sequer avisar, afasta-se e ficam presos pelo olhar…

 

Ela volta a subir, e sem nunca o tocar, vai espalhando beijos devagar, do pescoço à cintura, cobrir o peito e recomeçar….de novo o sorriso, de novo fugir, de novo agarrar…com os dentes a pele e deixar a língua deslizar, desde o pescoço ao umbigo, sempre a saborear, a marcar rastos compridos numa pele a fervilhar…

 

Ouvem-se chamas que flamejam, ouvem-se troncos a quebrar, ouve-se um respirar rouco e um corpo a delirar…carícias inventadas na hora de arrepiar com mãos de gelo pele de fogo e de as deixar ficar…marcando cada toque de novo, em unhas a enterrar…

 

Outra vez se separa e encosta, para o sentir vibrar, enquanto o abraça e o beija, se afasta e o volta a torturar….o vidro embaciado nas costas, as mãos a transpirar. Ele a seu pedido fecha os olhos, mas não consegue evitar…espreita no momento exacto em que o prende na boca, e suga devagar…raspam unhas no vidro, as costas voltam a arquear, o som deixa de ser rouco, passa a voz de suplicar….

 

- Pára… por favor. Quero sentir-te a ti…

 

Ela abranda mas recomeça, com carinho, sem pressa, mas solta-o e recomeça, a beijá-lo devagar. As mãos enredadas no seu cabelo, o corpo a encaixar, vai percorrendo sem medo, este corpo de amar, desfiando segredos de querer e encontrar…

 

- Não fales. Fecha os olhos e sente…

 

E nesta luta diferente, de perder e ganhar, ele volta a fecha os olhos, ela volta a prendê-lo devagar, a fazê-lo encostar ao contrario, e fica com as costas para brincar….desce pelo caminho que abriu uma gota de brilho a deslizar, aproveita cada grão de sal, nesta praia de paixão, neste corpo em ritmo de mar, e pede-lhe sem palavras que se torne a virar… e com um gesto pequeno, quase sem perceber, abre espaço para o receber…

 

A lareira já não aquece, parece hesitar entre apagar labaredas ou continuar a vibrar, soltam-se vontades contidas em jogos de obrigar a esperar e os corpos, como se de uma vida inteira o soubessem, parecem rodopiar, encontram-se afastam e voltam a começar, uma dança sem fim, de querer-te assim de não poder esperar, e entre os vidros abertos de um jardim ao luar, nasce um grito único de vida a acordar…

 

A lareira aconchega ainda umas brasas escondidas, o vento parece soprar, a chuva cai em gotas grossas e ele murmura o seu nome a sonhar….Deixa as luzes acesas, e um beijo pintado num espelho….

 

- Devia ter trazido casaco, vou ficar encharcada…

 

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Speed by Lazy Cat às 01:11
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Sábado, 29 de Dezembro de 2007

(RE)ENCONTRO

Speed by : Náufrago

 

Filomena granjeou o seu nome de guerra rude como quem o engendrou. Tem vinte e quatro anos e é graciosa; usa cabelos à garçonne com franja e tem os olhos imensos, verdes, tristes e profissionais. Aprazível e rosada, com o peito firmemente modelado numa blusa branca que parece apertada e o restante corpo entalhado numa saia preta por cima do joelho a exibir as pernas merecedoras do resto ….

Há alturas em que um homem perde sempre. Perde, se não se move e perde se fica sossegado. Perde por efeito da força das circunstâncias que lhe são adversas. A Filomena seria inevitavelmente minha. Quando cheguei ao quarto para me despir, o inesperado aguardava-me na sua pessoa. Nós olhávamo-nos, pendentes um do outro, um pelo outro. E tudo se aclarou quando lhe observei os dedos descerrarem o primeiro botão da blusa, depois o outro, e o outro, andando na minha direcção, soltando a blusa, o sutiã, e os seios nus à minha frente, descobertos e saltitantes, fartos, erguiam-se cheios e soltos, apetecível doçura descoberta em liberdade oferecendo-se; dobrou-se para se despojar da saia e num ápice meteu-se dentro da cama, veio sobre mim libertar-me do meu pijama, percorrer-me com a boca gulosa, com o corpo, as línguas em entendimentos profundos e nos fundos de ambos, o crescer arrebatado que nos agita, nos perturba completamente e nos vai exaltar até se exaurir num grito.

Nessa noite a sós, exaltadamente foi só minha, incendiando-me o cadáver como seara madura no auge do Verão. Rebolámos sobre a cama em lume, até a voracidade do amplexo mais nos unir e nos desfazer, enquanto ela libertava gemidos de gata em noite de cio, que ressoaram pelas paredes do quarto. Deitada na cama, completamente nua, sorria-me. O tempo decorreu sem dimensão, ameno e sem pressa. Nenhum de nós desejava conversar. Os sorrisos, os trejeitos, o entendimento em carícias e ternuras chegavam-nos. Mas alguém teria de ser o primeiro. Fui eu.

Foi muito bonito o que fizeste exclamei com um sorriso idiota. Respondeu-me com um abraço e fechando-me a boca com um beijo demorado, lento, gozado. Desvaneceram-se eternidades. Brotaram desejos, existiram novos achamentos, sinais que se amalgamaram e reconstruíram, paladares que se procuraram, diferenças que se buscaram de cima a baixo, as polpas dos dedos livres, as línguas sagazes e singulares, os corpos palpitantes inclinados sobre si, as bocas sugando delícias.

Hoje, quando passo por ela nas ruas onde ganha a vida vendendo o corpo já gasto, apenas me esforço por recordar essa noite em que ganhei uma outra dimensão: a dimensão do amor verdadeiro, pleno, mas …..efémero.

 

Next Speed by: Gata

 

música: La Boheme - Charles Aznavour

Speed by Lazy Cat às 00:01
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Quarta-feira, 26 de Dezembro de 2007

Toque de Midas

Speed by M&M Blue

.

- Deixa-me tocar-te? (estendendo à mão).Quero poder sentir na ponta dos meus dedos o macio da tua pele, a meiguice do teu cabelo, e tocar docilmente nos teus sublimes lábios. (inclinando-me para ti).

- Qual seria o motivo, para eu te deixar fazer isso?

- Talvez…o maior dos motivos…para mim: “pelo que sentimos um pelo outro”.

- Um motivo que me parece legítimo. (inclinando-me para ti, repousando os meus braços nos teus ombros, observando os teus olhos esverdeados).

- (abraço-te, e à medida que te vou puxando para mim, vou sentindo o calor do teu corpo, e o teu perfume.) Ainda bem que pensas assim. (aproximo a minha cara da tua cara, como se fosse beijar-te…mas não o faço, fico perto…tão perto, que sinto a tua respiração…)

- (sorrio) Nunca pensei que fosses assim tão atiradiço. (resvala uma das minhas mãos pelas tuas costas, enquanto que a outra brinca com os teus cabelos pretos no fundo da tua nuca).

- As vezes têm de ser os homens, a dar o primeiro passo. (hum…adoro esse perfume…).

- Acho que fazes bem. (enquanto deixo que os meus lábios toquem nos teus, num beijo suave e saudoso).

- (deixo-me estar, saboreando o sublime momento que aquele leve toque me faz sentir).

- (fecho os olhos, quero mais, e molho os teus lábios, fazendo escorregar a minha língua sobre os teus lábios, fazendo com que seja a chave perfeita para que eles se abram…)

- (abandono a luz que nos ilumina, fechando os olhos, tentando que na escuridão possa ver as estrelas que sinto dentro de mim, criadas a partir do roçar dos nossos lábios, deste beijo delicioso. O encontro das nossas línguas, faz-nos soltar um suspiro idílico, enquanto as nossas línguas deslizam entre elas, para darem inicio a um lento baile.)

- (sinto o teu calor que me invade, enquanto os meus braços te apertam ainda mais contra mim.)

- (enquanto desço os meus braços até a tua cintura, vou dedilhando o teu corpo, que se vai juntando cada vez mais com o meu, como se fosse o encaixe perfeito das peças do nosso puzzle, fazendo-me suspirar e soltar um gemido sussurrado pelo meu corpo…)

- (roço o meu nariz no teu, quando inclino a minha cabeça para o outro lado, chupando astutamente a tua língua, para continuar com um beijo que desejo que não acabe…)

- (aperto suavemente a tua cintura, enquanto sinto que te aconchegas mais nos meus braços, e de olhos ainda fechados, ternamente, sinto como o beijo se prolonga, me sacia, me faz ficar mais guloso…tudo neste pequeno momento…)

- (afasto-me lentamente, abrindo os olhos, como se acordasse de um sonho, sem querer abandonar a tua língua, que ainda toco com a pontinha da minha, mas preciso murmurar:) “sou toda tua”.

- (enquanto abro os meus olhos, ao ver que te afastas, ouço-te baixinho e sussurro-te:) “e eu sou todo teu.” (enquanto dou pequenos beijos sobre os teus lábios, já completamente humedecidos pelas nossas salivas).

- (sorrio. E encosto a minha cabeça sobre o teu ombro, ficando perto do teu pescoço, que parece gritar-me: “anda, beija-me…”) Esta distância é prejudicial para os nossos corações…

- (abandonas os meus lábios, e sinto os teus cabelos levitarem sobre o meu braço, enquanto o meu queixo repousa sobre a tua testa.) Muito mesmo…sinto-me como Midas. Parece que tocar em ti, converte-te em inacessível. (enquanto continuo acariciando o teu corpo e afagando o teu cabelo…)

- Midas tinha o dom te tornar em ouro tudo o que tocava…(enquanto me afasto do teu corpo lentamente, tentando olhar nos teus olhos, procurando as tuas mãos, para segurar nelas…)…certamente que não querias tocar em mim e que eu fica-se convertida em ouro!?!

- …Claro que não. Queria ter o dom de imaginar a tua pele em contacto com a minha, tornando-me imensamente rico, e assim converter o momento magnífico, em um momento eterno. Inesquecível. (enquanto seguro na tua mão, e as aproximo dos meus lábios, para assim beijar os teus dedos…)

- (solto uma das minhas mãos, para acariciar ao de leve no teu rosto, roçando amorosamente os meus dedos) És um querido…(afasto o meu olhar) Tenho de ir…

- Pois…(sinto o espaço vazio, que o teu corpo deixa em mim…enquanto te afastas)…tenho direito a um beijo de boa noite.

- Claro. (seguro nas tuas faces, com as minhas mãos…) E dou-te um pequeno beijo no nariz…(e sussurro-te) Boa noite, M&M Blue…

- Boa noite, para ti também…


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música: Unchained Melody - Acoustic

Speed by KI às 00:01
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Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2007

Uma noite. Um olhar.

 

Speed By : Cati

 

 

O fumo dos cigarros pairava no ar. Um cheiro intenso a tabaco e a homens inundava cada canto daquele lugar escuro. Uma música envolvente amenizava uma atmosfera que tresandava a vozes másculas.

Mais uma noite passava.

Mia preparava-se para mais um show. Repugnava-a pensar nos olhares daqueles homens que pagariam céu e terra para a levarem com eles…

Repugnavam-na os pensamentos lascivos que com ela teriam…

Enojava-a pensar que se tocariam a pensar nela…

Respirou fundo, aprimorou a maquilhagem. Era uma linda mulher, de olhos grandes, negros e intensos. Lábios cheios, formas redondas e fêmeas.

Saiu quando os acordes da sua música começaram a soar, quando o rumor das vozes másculas silenciou. Lançou-se ao palco, guardou a alma e dançou para o varão, no varão e com o varão… Lânguida e lentamente movimentou-se em gestos sensuais, libertando-se ao som da música, esquecendo toda a plateia, entrando no mundo da sua fantasia, um mundo só seu.

 

Um mundo em que só ele a olhava, com os seus olhos cinzentos de mar revolto…

Em que para ele dançava… A sua pele arrepiava-se só de sentir o seu olhar despi-la. A sua carne incendiava-se de lhe adivinhar o toque proibido… Lentamente despiu-se para ele, deixando ver timidamente primeiro os seios, depois o sexo e finalmente a alma… Dele não precisava escondê-la!

Ela sabia-o em fogo… Sabia como ele gostava de a olhar e de antecipar mentalmente o odor, o toque, a quente respiração junto a si, as mãos ansiosas por todo o lado.  

Dirigiu-se a ele, que jazia extasiado em negros lençóis de cetim… Despiu-o com a mesma calma, enquanto a música continuava a encher o silêncio… Percorreu os caminhos do seu corpo com os dedos, enquanto ele lhe descobria os trilhos escondidos nos seios com a língua, descendo tortuosamente até vales proibidos...

Amaram-se ali, entre lençóis de cetim negro, e ali explodiram em prazer vermelho carmim, e ali tremeram de loucura, e ali caíram, vencidos de desejo, com aquele sorriso apaixonado nos lábios, deixando cair promessas de amor eterno…

 

A multidão aplaudia de pé.

Os assobios eram ensurdecedores.

Mia jazia nua no palco. Tinha feito a melhor performance da sua carreira de stripper. Uma lágrima escorregou-lhe pela face e veio repousar no seu seio que arfava descompassado…

Lentamente recompôs-se e saiu. Vestiu o robe, entrou no camarim…

E uns olhos cinzentos esperavam-na, cheios de amor e promessa.

 

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Speed by Lazy Cat às 00:01
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Quarta-feira, 28 de Novembro de 2007

Revenge

Speed by: Ki

 

Os dias já não tinham a presença dele como constante mas saboreavam uma variável, tempo feito de idas e retornos inexplicáveis ao procurar uma razão plausível, partilhavam as mesmas vontades e pequenos prazeres, nunca foi difícil gostarem de estar um com o outro, complicado era o sprint do tempo.

 

A noite nunca tivera a culpa, raras vezes partilharam alcóol mas sempre se embebedaram um no outro, encontravam-se quando o tempo se esquecia e quando se aproximavam foram raras as vezes que logo se tocaram, é possível que se quisessem inteirar de que era real ou que lhes soubesse bem saborear o momento em que apenas os olhos delineavam abismos…

 

A mão dela gostava de parar na perna dele certa do que ele sentia quando lhe devolvia o olhar ao sentir o toque, e ela enquanto lhe sorria prometia-lhe entrega no brilho do olhar. Até poderia ser romântico mas foi sempre algo mais que não se define, ignoravam o mundo num egoísmo recíproco.

 

Tornava-se irresistível um beijo demorado, chegando perto…mais perto até os olhos desfocarem a imagem e as bocas encontrarem-se num dialecto de silêncio com a tradução perfeita só por eles entendida, as mãos… as mãos nunca se recordaram por onde andavam, procuravam botões, perdiam-se na pele e no calor e voltavam para um abraço enquanto ele lhe beijava o pescoço com os lábios húmidos e a língua tentando os sentidos, descia inquieto mordiscando-lhe a pele e ela com as mãos agarrando lhe a cabeça, desafiando as unhas a não o marcarem nas costas nuas.

 

Os seios despertos na língua dele, rodeando, nos lábios que a apertavam, nas mãos ardendo e queimando-se chegando às pernas, partindo à descoberta macia do prazer. Ela pediu-lhe para parar, queria prolongar o momento que os seus gestos teimavam em não deixar, de súbito arranhou-lhe as costas mansamente, mais intenso depois até ele se render num grito inesperado.

 

Exigiu-lhe um beijo devorando-lhe os lábios que reagiram entreabrindo-se, não o deixou beijá-la provocando-o em suaves toques, desenhando a boca dele com a língua que ele tentava encontrar, encostou o rosto ao peito dele, cheirando-o num desejo que a desequilibrava, afastou-lhe as calças.

 

Sentia-o quente com a respiração alterada enquanto a mão dela o despertava mais em movimentos premeditados, apenas o ouviu dizer-lhe o que queria, disse-lhe que ‘não’ contradizendo-se na atitude, chegando a ele, sentindo as contracções das pernas, as contracções do prazer dele controlando a explosão que inevitável aconteceu pouco depois.

 

Findavam os acordes inesquecíveis da música cúmplice que tocava no rádio, saíram devagar, sentindo a noite e a agradável aragem, abraçaram-se com ele a anunciar uma doce revenge.

 

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Speed by Lazy Cat às 00:01
| Speeds | Drivers (3)
Sábado, 24 de Novembro de 2007

SONATA AO LUAR

Speed by: The Wolf

 


Sento-me ao piano, e voo, para além das notas, da música e do tempo, até ti...
...e vejo-te com teu corpo despido de roupa e preconceitos, nu, à luz do luar...
vejo um anjo de desejo, de cabelos balouçando, à leve brisa nocturna...
contornos de carne e saudade chamando por mim...
nosso corpos chamam-se, dispensam palavras...
o teu, sei-o de cor...


os contornos, os cheiros, os sabores, as fraquezas...
minhas mãos, no teu corpo, de pianista aprendiz, de dedos compridos, agéis e sensíveis, nele tocam, uma peça que mais ninguém ouve, além de nós, juntos num só...

nossos corações batem a ritmo, ouvindo-se um só...
mais alto que somados, em separado...
e toco, no teu cabelo, na tua pele, no teu rosto...
um "adagio catabile", lento e melodioso em "pianissimo" ...
nos teus lábios, ombros, ventre e seios, ... perco-me num "Rondo" de volta e ida, sem fim, de "pianissimo" a "piano", numa peça a duas mãos e uns lábios, de beijos quentes e sopros frios...


até te contorceres de dor e desejo, por mais, muito mais...
mostro-te desejos, que não sabes ter, não sonhas sequer existir...
o teu corpo foge-te, em "vibrato" sem que o consigas controlar, num lume invisível, que arde, devorando tudo, até ao desejo da carne...
da tua porta da vida, jorra um rio, quente e húmido, sem fim, implorando para ser possuído, ali, naquele momento...nem o fim do mundo nos para agora, já não existe tal força, em lugar algum...
e eu possuo-te, tu possuis-me...


entro sem medo rasgando-te os sentidos até o mais fundo prazer...
da carne, do ser, da vida existente em momentos, e o agora...
rebolamos, numa roda de "codas" infindável, de controle e submissão...
e entre contratempos, soltam-se uivos de prazer, a duas vozes em perfeita harmonia... libertam-se suores que se unem em peles coladas e escorrem sem medo, brilhando ao luar...

gemidos sofridos, sentidos e libertados de corpos comprometidos e torcidos, largados ao desejo profundo, de liberdade e paixão, força da emoção no sentimento da razão...
sinto-te, sentes-me, num "allegretto giocoso", "mio-forte", terminando num "allegro assai", "forte"...
explodimos, aos som de todas as orquestras juntas tocando em uníssono, um final sem igual...


e soltam-se gritos rasgados de prazer demencial "fortissimo", ouvidos para além do mundo racional, até ao universo mundano e carnal, que por instantes infinitos, apagam o tempo e a lua...

volta a lua, revelando nossos rostos e pedaços de carne, cansados, sofridos, saciados...


choramos e rimos, como crianças que acabam de descobrir a vida...
e olho-te, teu corpo cintila ainda ao luar, mais belo que nunca...
e sussurro-te ao ouvido: -Sabias que uma sonata tem 3 andamentos?

 

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Speed by Lazy Cat às 00:01
| Speeds | Drivers (19)
Domingo, 18 de Novembro de 2007

Assunto encerrado !

 

 

 

Speed by:  Redjan

 

O dia começara como todos os outros, o recurso ao transporte publico em comboio escondido em serpentinas desenhadas nas entranhas da terra revelara-se uma escolha acertada pelo tempo e paciência que poupavam.

 

Além da possibilidade de dormitar um pouco mais, disfrutava ainda de um tempinho extra na companhia da mulher que era sua, que fazia sua na loucura dos momentos que se trocavam no ritual da manhã que antecedia o inicio da saida  de casa! Ali se davam, se possuiam, se trocavam em gestos e suores, em pedidos roucos de bocados mais de prazer.

 

Naquela manhã porém o sossego da viagem fora perturbado pela visão inesperada! À sua frente, aparentemente alheia da vida em comum naquela carruagem de gente, seguia num sono despreocupado uma desconhecida companheira de viagem. O facto era que o angulo em que se sentava, a posição que escolhera para um conforto visivel, deixava ver na sua plenitude o exacto lugar que o transtornava a ponto de fixar o olhar, disfarçando com a leitura do jornal. O fim de um par de pernas em jeito de escultura revelava-se num mágico e infimo triangulo de tecido branco transparente, que em nada escondia um imaginado lugar de prazer!


Perturbante ainda, o modo como o solavanco das carruagens abriam e fechavam aquela visão, dando-lhe um movimento que o convidavam a selvagem viagem pela imaginação. Castigo maior ainda, o momento em que chegado ao destino se via privado do pedaço, se despedia da legitima mulher, não sem antes deitar um ultimo olhar através do vidro daquele comboio de secretos  desejos. Imaginava como seria se em vez dele fosse a genuina amada a sair primeiro, e ele a ter a oportunidade de sózinho seguir na contemplação.


Passados que foram tempos infindos nesta semi tortura de desejo e fantasia naquele recanto que descortinava já molhado e em aberto convite, resolvera sob um pretexto de ocasião, fazer aquele trajeto disfarçado e irreconhecivel, tendo para tal informado em casa que naquele dia seguiria de táxi. De óculos escuros e numa roupa em que nem o próprio se reconhecia, fez o mesmissimo trajeto de sempre, passando ao lado da costumeira estação onde sempre saía, continuando de longe a aproveitar a tentadora visão, saindo atrás num cuidado distanciamento.

 

Coincidência, a convidativa passageira abandonava o trajeto no mesmo local que Teresa sua mulher e juntas seguiam em despreocupado caminhar rumo ao mesmo edificio de escritórios. A custo ambas seguiu , a custo engoliu a coincidência da coabitação laboral de ambos os recantos do seu inevitável tesão.

 

Feito fantasma detective entrou na peugada de ambas que, não se conhecendo senão da carruagem de molhadas dissertações, entraram ao mesmo tempo no espaço reservado às intimas necessidades de mulher. De um salto entrou na do lado, no espaço do masculino sexo e ... de ouvido colado a paredes de um inexistente isolamento sonoro deu-se ao auditivo voyeurismo da inesperada reunião ali ao lado:

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Isso, Teresa, beija-me, lambe-me, dá-me, tem-me, vira-te e sê minha, seca esta humida loucura que todas as manhãs acumulo naquele banco de carruagem, em ti penso, contigo me masturbo no silêncio da multidão, quando dizes a teu marido que quanto mais me penetra com o olhar, mais vontade me dá de te sentir e cheirar neste momento ?

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- Não direi nunca. Sou dele naquela cama matinal, e no entanto é por ti que grito, é por aquele banco de carruagem em que com os olhos fechados me molho en antecipação, é por esta casa de banho que suspiro e gemo, por este canto onde me fazes compreender o real sentido de tanto escorrido desejo, da mais pura e sentida loucura.

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De rastos, psiquica e literalmente, saiu em corrida e em acabrunhada regressão das partes baixas. Não evitou o descuidado encontrão com as duas mulheres que do fingido prazer que em gritinho lhe proporcionavam passavam a abafados gritos de incontidas humidades !

 

Quiseram a pressas e os calores ainda contidos que o não reconhecessem:

 

- Desculpe, podemos ajudá-lo?

 

- Não, não mesmo. Era trabalho de canalização. Acabei agora mesmo, era questão de humidades deslocadas !!

 

Next speed by: The Wolf

 

 

 


Speed by Lazy Cat às 05:00
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Quinta-feira, 15 de Novembro de 2007

Tortura

Speed by: ELA 

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Estás?

Não, ainda não cheguei, estou atrasada, parece que toda a gente vai ter contigo. – e riu.

Eu espero…

 

Olham-se e reconhecem-se de tantos outros dias, beijam-se nos lábios, uma, duas vezes até os lábios se encaixarem cúmplices das palavras que nunca dizem, apenas as falam assim. Subiram detendo-se em cada expressão e cada olhar, procurando antever o que pensavam, ele abriu a porta e quando a fechou abraçou-a apagando a memória da ausência, nos dois o cheiro um do outro torna-se química inexplicável, entontece-os. Tocou-lhe com os dedos na cara, pediu-lhe um tempo para se deter a olhá-la, ela sorriu paciente, gostava daquelas promessas que sentia na pele, ele tinha-a vendado, as mãos presas, os pés também, sentada numa cadeira forrada a cetim negro, nua, sentia o toque frio em cada retorno.

 

Não se recorda onde foi, mas jamais esquecerá as sensações, divaga nas memórias …

 

Média luz no quarto, um aroma quente, a silhueta dele deambulando nos olhos dela que só indagavam a claridade, uma e outra vez, tocando-lhe e partindo, tentou-lhe a pele com beijos molhados o pescoço descoberto reagindo à língua, os cabelos claros e compridos seguros na mão dele limitando-lhe os movimentos, a outra mão sentindo-a aqui e ali… a boca devorando-lhe os seios arrepiados de desejo, descobrindo saliva, querendo calor.

Chovia e ela suava, suspirava acesa procurando-lhe a boca, ele ria…ela ouvia-o rir, queria-o num beijo que ele entregava ousando fugir e voltar de novo, intenso, quase a sufocava… Ajoelhou-se, ela retraiu-se. Sentia que ele a ia torturar tanto quanto o desejo dela era ardente, deteve-se nas pernas, os dedos soltando riscos, arriscando faíscas, dentro… mais dentro… fora, subindo e descendo, parando. Os cabelos macios nas coxas dela, sugava-a, agarrando-lhe os quadris, puxando-a para ele sempre que ela se contraía, mordeu-a devagar ela gemeu, o prazer oculto da dor leve reclamando o desejo. Chamou-a não pelo nome, nunca pelo nome… uma palavra deles, o tom de sempre rouco e doce, sussurrante, não respondeu, suspirou apenas, inquieta. Sentiu as sombras e as luzes alterarem-se, ele movia-se pelo quarto, ela ouvia os seus passos de gato, não percebia que se passava mas ele pediu-lhe silêncio no instante em que ela ia perguntar. Trouxe algo que tilintava estranhamente, aproximou-se de novo, ajoelhou-se e beijou-a perto do umbigo, pegou numa pedra de gelo e desenhou-a ali a quente e a frio, o gelo derretendo em irregulares linhas, a língua seguindo cada trilho deixado, a pele arrepiada, o corpo inteiro reagindo. Libertou-lhe um pé, acariciou-o, libertou o outro, as mãos… tocou-lhe no ombro com os dedos gelados, colocou-lhe a mão no pescoço, por trás, ela levantou-se lentamente, a mão na perna dele, subindo até ao peito procurando equilibrar-se, beijaram-se, ele de olhos abertos ela sem opção. Abraçou-a pela cintura e deitou-a na cama em gestos premeditados, de costas. As mãos dele nas mãos dela, os braços para cima, ele apoiado nos cotovelos, sente o calor do corpo dele perto do seu, as pernas entreabrem-se instintivamente, sentem-se, tocam-se e fundem-se a um ritmo breve e lento, prolongando o prazer e incentivando a paixão, não são um só, ausentam-se e soltam-se algures… onde não existe mais ninguém e só mandam os sentidos.

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Next Speed: Redjan


Speed by Lazy Cat às 00:15
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Sábado, 10 de Novembro de 2007

Sal na boca...

Speed by: Zephyr

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O som estava alto...acabara de entrar e a coca inalada do tablier do carro da Joana já estava a fazer efeito...A dormência era atroz, sentia-a a descer pelas narinas, pela boca e a caminho da garganta...já mal conseguia proferir um som... Ela perguntou-lhe se queria algo do bar, e ele não respondeu, sentia-se no ar, lúcido e desavergonhado, tinha o mundo na mão... Ela insiste... ele encolhe os ombros como que a dizer:" bebo o que tu beberes"...ela ri e pisca-lhe o olho, acerca-se do ouvido dele e diz-lhe:" então bebes da minha bebida...vai ser especial"...solta uma gargalhada sonora e desaparece na multidão...

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O som continua alto...muito alto...esta noite em especial Tiefschwarz está no clube preferido dele, a passar aquele electro que ele tanto gosta, no entanto ele não ouve...apenas sente...a batida...o suor a escorrer-lhe pela face...o coração a disparar a 200 bpm...em suma, sente-se a 1000 à hora e a acelerar...

 Joana chega, com um copo de um líquido azul claro..." que é isso?" pergunta ele por entre espasmos guturais e dormências facias, " é Gin...Tónico...vem comigo ao WC...vou miná-la...".

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 Ele não percebera patavina do que ela lhe tinha dito...no entanto seguiu-a por entre a multidão até chegarem ao WC feminino, ele parou à porta e ela puxou-o para dentro. Sentia-se envergonhado, queria pedir desculpa mas não conseguia, aqueles olhares cúmplices e nada admirados...admiraram-no...mas...ninguém grita, ninguém se passa por ele estar ali?...estranho... 

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 Joana, empurra-o violentamente para dentro de uma cabine, ele cai sentado na sanita e ela senta-se ao colo, de frente para ele, com uma perna para cada lado...Ele, sustém a respiração...vislumbra-lhe a cuequinha verde que salta à vista por baixo da mini-saia...está excitadíssimo...os olhos batem no decote generoso que Joana tem vestido...uau...bru...fucking...tal...

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Ela diz-lhe:" Vamos minar isto...tou cheia de vontade...já alguma vez experimentaste?... ele pergunta-lhe:"O quê?"...Ela não diz nada, retira do soutien um pequeno saco azul com o que parece ser um sal...molha a ponta do dedo mindinho e leva-o ao saco, retira-o já cheio de pequenas pedras do sal e dá-lho à boca, advertindo:" é amargo como o caralho, mas já passa...", repete a operação, mas agora coloca-o na boca dela, sensualmente xupa-o e coloca uma pequena parte no copo...Ele está em brasa...ela diz-lhe:" vamos, a noite é uma criança e eu quero ir dançar...contigo"

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 O som está cada vez mais alto...Joana de um trago, sorve meio Gin e oferece-lhe a outra metade...ele sem perceber imita-a e de um só trago engole o restante Gin...ambos seguem para a pista onde languidamente Joana inicia a sua dança de sedução, primeiro com os braços estendidos abraça-o e puxa-o de encontro ao seu corpo, ele sente os seios chocarem com o seu peito e incontrolavelmente sente um arrepio que o invade, retesa as mãos e inspira fundo, sente-se nas nuvens, o efeito da coca já se foi, no entanto um certo bem estar invade-o, sente-se violado por tanta alegria, tudo é lindo, a música, as luzes e...Joana, que belo espécimen da raça humana, ela é linda, morena, queimada pelo Sol de Agosto, esguia e sensual, seios fartos, anca de vespa e aquele rabo...ui...de morrer...e ali estava ela com a boca colada ao seu ouvido dizendo: " não é lindo?... tás a sentir?...eu quero sentir-te"...Ele está em pulgas, as mãos dele descem até ao rabo dela e forçam entrada entre o fio dental e a pele...sedosa e lisa, excitam-no de imediato, seu pénis grita por liberdade, sente a pressão da ganga contra a glande..." Meu Deus" pensa ele enquanto a mão de Joana lhe invade os boxers e lhe agarra o pénis... Vigorosamente puxa-o dali para fora, para uma parte mais escura da pista, encosta-o à parede e beija-o, profundamente, sua língua escava na boca dele, como se de uma pá se tratasse...Agora sim, já não havia volta a dar, eles estavam unidos, seus corpos encaixaram perfeitamente, línguas dançando ao ritmo da sua própria música, os seios da Joana, o pénis dele faziam ambos parte de um só corpo que se movimenta e funde...ao som da música...

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O som já não está alto...que se passa? onde estou?...Ele acorda de um torpor...mas...que é isto?...Joana de costas para ele cavalga no seu pénis erecto, e à sua frente uma rapariga loira beija-a longamente...Ele está sentado numa sanita...suas calças estão para baixo, Joana e a loira devassam-se avidamente, tomam à vez aquele sal e oferecem-lhe...ele não se faz rogado e lambe-o de um seio da loira...excitado agarra-o e perscruta cada borbulha do mamilo...como se de braille se tratasse...a loira explode então num misto de diva e doida e Joana dá-lhe o lugar...ambas de mini saia, exploram a sua sexualidade...sem pudores fundem-se e passados vários minutos caem para o lado...exaustos...sem reacção...apenas ele tenta focá-las...apenas vislumbrando a saída da loira, que por entre um sorriso e um piscar de olhos os deixa a sós...ele sente um formigueiro invadi-lo, a droga volta à carga...Ele é o maior homem do mundo...ninguém o pode parar...

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De visão turva, e a cabeça a receber bombadas fortes e descontroladas de sangue, ergue-se e veste-se lentamente. Controla os seus gestos e fixa o olhar no de Joana… quer sair dali…sair dali…rápido… mas enquanto desesperadamente tenta abrir a cabine, Joana aproxima-se dele por trás de forma a ajudá-lo a abrir a porta… bastou…o seu odor… o calor que emana… os pequenos toques de corpo queimam-no como tatuagens!!

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Eleva o seu braço e com os seus longos e fortes dedos, agarra-a pelo delicado pescoço ...ela vira-se e fita-o... ele escorrega os seus dedos pelos seus comtornos, desce até à base do pescoço, percorre o ombro desnudado e sobe por  trás da orelha, em direcção aos olhos. Tapa-lhe de uma vez o seu olhar com toda a sua mão cheia...ela deixa entreabrir os lábios...a libido volta a rasgar pela coluna...o desejo não finda...volta...para exigir...mais...mais dos dois...

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… do frio

Frio?

frio tem remédio.....

any idea?

lots

such as....

such as....

pois... não estou a ver....

undressing slowly ...by the fireplace

no lights, only candles

mmmmm

sounds tempting

does it?

mmmmmmm

so far

music?

you're choice....

does it matter ?

it does, if I'm supposed to undress for you

nesse caso.....

a do video .. de hoje

(ando a fugir dessa música há semanas)

mas ok

já começou ?

 

Vai começar agora…

senta, sentas?

assim no braço do sofá....

enquanto chego à lareira

e solto o cabelo, para começar....

e sorrio e fico à espera

a musica é tua,

podes mandar

   mmmmmmmm

 

mandar ou...

levantar ?

 

decide tu....

 

e passo-te os dedos ...

por onde sei inventar.....

e sinto-te a pele ... a querer respirar

e vindo do nada... caminham para o tudo

onde as coisas acabam

onde as coisas começam....

 

onde se abraçam olhares

e se quebram promessas

 

e num frio de repente sinto escorregar

e entram momentos

que não vimos chegar....

e nos dedos perdidos.....

na vontade de voltar

 

dançam corpos em sombras incandescentes

em gestos lentos, em voz de arfar,

em cores esculpidas,

entre mãos perdidas,

em mares de quereres

e vontades contidas

 

e de repente .... tocou o telefone

e saímos a correr!

a casa não era nossa

don't!

e os da agência estavam sempre à espreita

lol

srry

é este meu lado do nonsense

que me assalta sem aviso

onde iamos?

o que estávamos a fazer?

 

 

onde?

queres saber?

íamos onde te puxo devagar

e desço pelo teu peito em beijos de molhar

em dentadas de beber e saborear

em mãos que te enlaçam, lábios que te procuram

e não se deixam provar

mmmmmmmm

em corpos que se encostam,

se procuram e se enroscam,

como gatos a sonhar

em sentir que despertas,

que a roupa te aperta....

que não queres esperar

em afastar-me sorrindo,

mandar-te um beijo e indo

para casa descansar!

 

boa?

...Hummmmmm....
Nova página 1

Humm… Quando de lábios te exploro e te mordo devagar, digo que te adoro, que te quero, que não posso esperar, quando a música nos toma, se faz nossa dona e nos obriga a dançar, quando somos só um, e a terra a girar, quando escrevo o que sinto e te deixas amar...

Nova página 1

 

Quanto me entendo contigo e te sinto como abrigo, e me revejo nos teus beijos e juntos criamos desejos...Quando  dançamos os dois sem amanhã nem depois, encontro-me no teu olhar, sentimos o ritmo que nos faz dançar... Quando as palavras se calam e só os sentidos falam...